Uma família da pesada - 3ª Parte

O Secretário de inSegurança Social, Dário César, tem se mostrado um bandido muito bem articulado. A capacidade que lhe falta para gerir a segurança do Estado parece ser compensada pela facilidade que lhe sobeja para aparelhar a Segurança Pública e consequentemente algumas empresas privadas de foco estratégico, com a imprensa falada, escrita e digital.

Dário, o astuto, parece conhecer como ninguém os meandros do poder, inserindo seus parentes em cargos e posições vitais, para destes blindar-se e, por conseguinte, captar poder e relacionamento. Antes fosse somente isso. Há, nas práticas de Dário, um objetivo escuso – do qual certamente não opera sozinho – em dilapidar recursos públicos em seu proveito, usando como comparsas parentes diretos, como vamos demonstrar com fartura de provas nesta nossa última postagem da série.

Existe a máxima popular de que “por traz de um grande homem, existe sempre uma grande mulher”. Estes devem sempre aparceirar-se dividindo além da alcova, seus segredos mais íntimos e suportar-se mutuamente. Devem ser confidentes no amor, na dor e até mesmo nas coisas erradas.

O Estado de Alagoas, ao menos no governo Teotônio tem investido maciçamente em propaganda enganosa. No quesito enganação, a nova propaganda do Estado é surpreendente: Busca esconder o Estado de falência e explosão a violência em que nos encontramos, mesmo com a abundância de recursos federais advindos ao Estado (que dizem serem da ordem de R$ 200 milhões). Tornou-se unânime a opinião social de que a “propaganda das velas” é um insulto ao povo Alagoano.

Há um cérebro por traz desta: o publicitário paulistano Einhart Jacome da Paz. Proprietário e criador da Paz Propaganda e Marketing”, este – embora viva e tenha a sede de seus negócios no sul do país – em oito anos do governo PSDBista já abocanhou contratos que superam os valores de R$ 200 milhões, quase o valor a ser investido em Segurança pelo Governo Federal.

Há outra agência que também locupletava-se de contratos milionários no campo da propaganda estatal. A Novagencia Propaganda (ainda que em menor número de cifras) também abocanhou recursos polpudos durante a vigência do governo tucano atual.

Sua sede:

O que estas empresas (a Novagencia Propaganda e a Paz Publicidade e Marketing) têm em comum? Conheçam a senhora Gisele Acioli, ou melhor: A senhora Dário César Cavalcante Barros.

Ela se auto define como uma “Publicitária Carioca apaixonada por propaganda, comida japonesa, cachorros e futilidades de grande impacto” (sic). É atualmente uma das sócias de Einhard Jacome em Alagoas, comandando as operações da “Paz Propaganda” representando os interesses desta junto ao executivo estatal, capitando – desde a sua chegada – recursos em propaganda na ordem de mais de R$ 3 milhões dentre diversas secretarias, inclusive a da DEFESA SOCIAL, conforme os dados fornecidos pelo próprio poder público através do portal da transparência.

A sabedoria da publicitária não é por acaso. Ela atuou anteriormente na Novagência Propaganda, outra empresa privada que capta dinheiro público para fornecimento de serviços de mídia e, observando que o filão era muito maior na agência de Einhard Jacome (a Novagencia tinha contratos de valores irrisórios, na casa dos R$ 200 mil), largou a carne magra daquela agência para abocanhar o filé saboroso da associação milionária.

Lembrando que isso é dinheiro público. Dinheiro de um Estado pobre, como o nosso, que financia propagandas estatais que temos que engolir, beneficiando financeiramente parentes de autoridades públicas – e por tabela estes mesmos – que deviam zelar pela probidade. Merece uma investigação séria por parte dos órgãos competentes, pois há claros indícios de desvio de dinheiro público para favorecimento pessoal.

Por fim, vemos como a família Barros Cavalcante atua de forma articulada, similar a uma organização criminosa, dominando a parcela da Segurança Pública do governo na Polícia Militar e na Secretaria de Defesa Social, avançando pela imprensa televisionada e escrita – anteriormente a PSCOM (Sistema Pajuçara) e atualmente a TV ALAGOAS – manipulando as informações, e esgueirando-se sorrateiramente pela captação de recursos de dentro do próprio Estado, de forma quase que exclusiva e milionária beneficiando diretamente a família através de um ardil escuso e imoral.

Uma picaretagem desse tamanho, tão bem feita e articulada, merece até um brinde:

E a tropa, cada dia mais massacrada pelo sistema e seus gestores, catam as migalhas que caem da mesa destes.

É por estas e outras que mais do que nunca...

...precisamos eleger um Deputado Estadual para representar nossos interesses!

Uma família da pesada - 2ª Parte

Como vimos anteriormente, a Família Barros Cavalcante, através dos irmãos Dário e Dimas controlam o aparato de Segurança Pública de forma direta, favorecendo a si mesmos e àqueles dispostos a pagarem o preço da lealdade a estes.

Sem propostas nem metodologia a ser aplicada para a repressão do delito, suas funções bem definidas quanto ao Estado são simplórias: Locupletar-se das diárias e subsídios altos que o cargo lhes concebe, sem a contraprestação ao serviço e acompanhando indiferentes a escalada da violência que transforma nosso Estado em uma localidade equiparada à países africanos, onde a guerra civil derivada das etnias radicais mancham de sangue o solo.

Diante deste quadro, a sociedade alagoana observa, atônita, a banalização da violência, sendo incitados a crer através do discurso do secretário que tudo não passa de ilusão. De forma irresponsável, buscam fazer o povo crer que o número de mortes violentas guarda uma relação direta com a família e não é diretamente responsabilidade destes. O crime é, na visão destes canalhas, um problema do povo.

Entretanto, torna-se dificultoso explicar a uma imprensa cada vez mais ativa e participativa as mortes por disparos acidentais, os homicídios encobertos, as mortes de adolescentes vítimas do crack. É difícil lidar com a imprensa e a repercussão da ineficiência do “trabalho” da Defesa Social, incapaz pela inaptidão do seu secretário e a Greve Branca da polícia militar, engessada ante a preguiça e morosidade do mister de seu irmão Dimas, e seus cochilos diários.

A extrema publicidade dos crimes precisava ser contida e era necessária da mesma sorte, uma reafirmação de atitudes estatais que mostrassem que algo estava sendo feito. Controlar determinados e estratégicos setores da mídia era para estes, vital. Era preciso também abrir espaço para que o ignorante secretário – cuja sofrível dicção e a dificuldade para concatenar pensamentos faz nos custar acreditar que este tenha sequer o segundo grau completo – adentrasse a casa dos alagoanos e buscasse a venda de uma imagem de uma segurança que só existe nas propagandas governamentais.

O leitor atento já deve ter se perguntado: Por quê a imprensa não noticia os desmandos cometidos pela cúpula da insegurança? Por quê não é divulgado – sobretudo para a imprensa do sudeste – os movimentos de revolta deflagrados pela tropa? Por quê a imprensa omite-se desta forma?

A resposta simplória é que a Família Cavalcante, atenta a esta necessidade, já estendeu seus tentáculos dentro da imprensa, buscando com isto blindar as críticas e enaltecer as ações desastradas e insuficientes do Governo, da Polícia e da Secretaria de Insegurança, além de minimizar os insucessos que se sucedem. Dito isto, apresentamos Dalton Barros Cavalcante.

Anteriormente, Dalton era um dos diretores do Sistema Pajuçara de Comunicação – grupo que engloba a TV Pajuçara, as Rádios Pajuçara AM e FM, o Portal Tudo Na Hora (TNH1), dentre outros. Este “Irmão Cavalcante” atuava nos bastidores do TNH1 (grupo que pertence a João Tenório, primo do Governador Teotônio Vilela Filho), contando com a amizade de André Vajas (Diretor Geral da PSCOM), de Rachel Fiúza (Diretora de Jornalismo) e de demais caciques da empresa de mídia e “censurava” – na cara de pau – toda e qualquer notícia prejudicial ao Governo e a Defesa Social, bem como inseria matérias oriundas da ASCOM daquela secretaria. Uma moleza!

E hostilizavam qualquer um que ousasse ir de encontro a estes, vedando qualquer notícia que tivesse o condão sociopolítico prejudicial aos “Neo Cavalcantes”. Postura diferenciada que não existia quando Wadson Regis era o Diretor daquela Empresa de Comunicação.

Também fazem parte desta sistemática a cunhada de Dário César, a Jornalista Telma Cavalcante, cuja menor expressão não lhe permite influenciar positivamente, restringindo seu modus operandi em apenas falar bem e enaltecer os feitos dos cunhados nos corredores da emissora.


Faz alguns meses, Dalmo Cavalcante deixou o Sistema Pajuçara e passou a integrar o staff da TV Alagoas. Especificamente, influindo diretamente nas pautas e na condução de programas como o Plantão Alagoas (apresentado pelo Jornalista Sikêra Junior) repetindo a mesma sistemática que adotava na empresa anterior: enaltecer e mentir – como palavra de ordem. A mudança na linha adotada pelo programa é perfeitamente visível (clique aqui).

Como recompensa, o irmão menos favorecido da Família Barros Cavalcante é convidado frequente das mesas palacianas, desfrutando das benéficas viagens (com dinheiro público?), numa prova de que para se dar bem e enganar a população, basta apenas saber relacionar-se bem e estender seus domínios em setores importantes do poder – e fora dele.

Na próxima postagem – a ultima da trilogia –, vamos fazer uma séria denúncia que precisa ser investigada pelo Ministério Público Alagoano, mostrando como o “Clã Barros Cavalcante” beneficia-se das verbas de propaganda do governo (através de um parente direto do secretário Dário César), avançando tanto no setor público como no privado em beneficio direto, auferindo lucros exorbitantes com todas estas propagandas exibidas em favorecimento da Defesa Social, provando que nosso Estado é verdadeiramente uma teta gorda para se mamar.

Continua...

Uma família da pesada - 1ª Parte

Tradicionalmente o Nordeste é por si uma região arraigada em valores familiares. Tal tradição estende seus designíos às parcelas do poder privado, interferindo desde os primórdios no poder estatal. Somos – aqui em Alagoas – um produto de décadas destas tradições familiares. Passadas de pai para filho, desde as capitanias hereditárias.

Quando ainda éramos um Estado agrícola (mais do que hoje, até), sentíamos a força de um poder politico de base representativa: o tal coronelismo que os livros de história contam. Eram, a grosso modo, uma forte manifestação de uma esfera privada sustentando o poder público – e vice versa.

Os compromissos, o “toma lá, da cá”, as tais trocas de proveito eram a tônica deste regime político, onde os tais coronéis prestavam serviços a políticos, e, com isso, conseguiam progressivamente fortalecer e colher destes os frutos doces em forma monetária.

Valores familiares corrompidos. A família inserta na corrupção de forma a tirar destas vantagens indevidas. Nesta esteira vislumbra-se a pior face do poder quase feudal arcaico: O Mandonismo, o Filhotismo, o Esposismo, o Irmanismo (atualmente sintetizados no Nepotismo), e por resultante disto temos a total falência e desorganização de um sistema público, como produto final.

Nos dias de hoje, na nossa Alagoas, esta relação escusa de reciprocidade nojenta ganha novos contornos e amplia a sua esfera maligna, transpondo com seus tentáculos instituições públicas e privadas, assemelhando-se a uma organização criminosa cujo formato mais aparenta com as conhecidas máfias italianas das décadas passadas, ou até mesmo as máfias de séculos passados, a exemplo da família espanhola-italiana Os Borjas (clique aqui).

Temos por dogma compreender como facção criminosa um emparceiramento de malfeitores lombrosianos, associados para o crime comum e banal: traficantes, assaltantes, assassinos. Esquecemos por esta lógica viciante que aqueles que cometem desvios do erário também são criminosos. Até mais que aqueles. Quando associam-se para a prática reiterada de fraudes, favorecimentos, benesses do poder, temos a nosso ver uma facção criminosa tal qual as anteriores. O colarinho branco não exclui o banditismo, por certo.

Numa série de três postagens vamos passar a limpo a pequena trajetória de membros de uma facção criminosa que atua em nosso estado. Uma facção que atua de forma dissimulada, inserindo seus membros em setores estratégicos e vitais do sistema, agindo de forma orquestrada e com atribuições específicas, onde o bem estar da coletividade é o que menos importa.

Conheçam – e repudiem – a Família Barros Cavalcante.

Conhecemos como o atual secretário de Defesa Social, Dário César Barros Cavalcante, chegou a ocupar o atual cargo. Uma negociata eleitoral o alçou ao cargo atual, onde segredos de seu antigo patrão (o Senador Fernando Collor de Mello) foram moeda de troca.

Alertado por caciques de seu governo (visto ser Dário a pior das opções possíveis) Teotônio Vilela decidiu pagar o preço político da escolha e desta virou refém.

Sabemos também como mantém-se no cargo. A prisão do filho do Governador em uma operação policial resultante da prisão de traficantes de droga gerou um crédito profícuo do qual o secretário não se furta em cobrar a todo instante. E assim, entre trapalhadas, tropeços, incompetência para gerir a pasta e um pouquinho de falcatruas, o inábil gestor vai equilibrando-se na corda bamba comissionada ainda que ante a total reprovação social que atravessa. Por vaidade e apego a um cargo em que nunca fora uma unanimidade.

Durante estes dois anos em que encontra-se destruindo a Segurança Pública do Estado, Dário buscou, em troca de favores, colocar nomes de sua indicação em posições estratégicas no organograma da Defesa Social. Foi assim com Luciano Silva (no Comando da PMAL) e com o ex-coronel Roberto Liberato, na Pericia Oficial. O objetivo com este último era apenas um: dominar toda a verba federal advinda através de convênios direcionados a perícia. Eliminar a autonomia desta era, para este, vital.

Quanto a Luciano, este fora por um tempo apenas usado para “pacificar” a tropa, subjugando setores que lhe poderiam manifestar qualquer oposição. Por ser arraigado a valores das fortes tradições militares, tornou-se facilmente manipulável. Porém, desde o início o intuito de Dário para com Luciano era claro: desgastá-lo, e inserir seu irmão Dimas Barros Cavalcante no controle do maior contingente da Segurança Pública de Alagoas.

A Família Barros Cavalcante agora controla a Secretaria de Defesa Social – com dotação orçamentária própria – e a Polícia Militar de Alagoas. E assim, além de ditar as normas na Perícia Oficial e na Intendência Penitenciária, com a saída de Marcírio Barenco, agora, através de Dário, controla todo o aparato de Segurança Pública Estadual. Um ótimo começo.

Agora, Dário faz jus ao nome e seu poder é o deu um verdadeiro César!

Na próxima postagem vamos mostrar como a Família Barros Cavalcante estendeu seus domínios para dentro da imprensa local, visando blindar as criticas ao insucesso e ao caos que instalou-se em Alagoas.

Continua...

Ressocialização dos Dependentes Químicos

Não faz muito tempo, trouxemos uma série de postagens sobre alguns assuntos comentados nos bastidores do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL). E dentre tais assuntos, como não poderia deixar de ser, o alvo era a cúpula da segurança pública (especificamente os senhores Dário César Cavalcante, Luciano Silva e, mais recentemente, o irmão do primeiro, Dimas Cavalcante).

Semana passada, assim que souberam – pelos policiais lotados no TJ/AL – que os irmãos Cavalcante, Dário e Dimas, gostavam de aparecer publicamente tomando “providências” bem geladas, mais uma vez os desembargadores resolveram manifestar-se sobre esse fato. E assim, como quem dá um soco com uma luva de pelica, aproveitaram um projeto-piloto do Conselho Nacional de Justiça (que por sinal é identico ao sonho adormecido do Desembargador Tutmés) e chamaram Dário César para conversar sobre “a ressocialização dos dependentes químicos”.

E para rechaçar eventuais dúvidas quanto à legitimidade da ação, isto é, para que depois ninguém venha dizer que esse ou aquele desembargador está agindo com pessoalidade, o encontro foi oficializado e ocorreu entre o Presidente do TJ/AL, Tutmés Airan, e o secretário de Defesa Social, Dário César.

Oficialmente, foi divulgado que o desembargador e o secretário discutiram os detalhes da implantação de um centro para tratamento de dependentes químicos... Através de um projeto-piloto que está vinculado às ações do programa Começar de Novo, do CNJ.

Diante do exposto, a julgar pela forma como as nossas autoridades costumam apresentar-se em público, em explícita situação crônica de dependência química, acreditamos que a mensagem transmitida ao secretário foi bem clara. Principalmente depois que o Desembargador Tutmés afirmou que a proposta (do CNJ) é “vencer a dependência química através do trabalho”. Logo, é de se concluir que o Secretário de Defesa Social e o Governador do Estado deveriam trabalhar mais, para beber menos.

Sensível à mensagem do desembargador, o secretário ratificou a importância do projeto: “Com a possibilidade de tratamento, o cidadão recupera a possibilidade de ser respeitado na sociedade alagoana”.

Dario Cesar também confirmou a intenção de oficializar apoio ao projeto, sendo ele mesmo um dos matriculados no programa. Eis a razão pela qual os técnicos da Secretaria de Defesa Social (SEDS) se reuniram com assessores do Presidente do TJ para discutir meios de oficialização da parceria, necessária à viabilidade do centro de recuperação.

Antes de terminar a reunião, o Desembargador Tutmés Airan também expôs o projeto a representantes de outras secretarias do Poder Executivo estadual. “A sociedade precisa encontrar alternativas aos que querem se livrar da dependência química”, pontuou o desembargador, que já expôs esse projeto à Associação Alagoana de Magistrados (Almagis).

Vocês precisam eleger um Deputado Estadual para representar os seus interesses!

Missão dada, missão cumprida!

O CRB consagrou-se bicampeão alagoano sobre o maior rival, mas nem assim passou a ser o maior campeão estadual de Alagoas. Mesmo sendo praticamente o jogo de uma única torcida, o efetivo policial foi surpreendente. O Subcomandante Mário Menino botou pra empenar sacrificando mais uma vez a tropa e não poupou nem a burocracia. Dito isto, pergunta-se: O que justifica tamanho empenho em prover policiamento num evento privado, em detrimento do restante do Estado?

A julgar pela pompa que o Governo do Estado e a imprensa estão fazendo sobre a competição, pode-se afirmar com convicção que não se via uma festa tão grande assim desde que a Presidente Dilma esteve por aqui (para fingir que inaugurou o Canal do Sertão) e desde que o Téo Vilela foi reeleito governador. Por falar em Dilma, dizem que sempre que ela vem a Alagoas ela traz o seu fuzil de estimação (aquele que ela roubou do Exército, quando era terrorista) para se proteger da criminalidade local, pois não acredita nos dados apresentados pelo governador (que diz que a violência no Estado está diminuindo), ainda mais por ele ser do PSDB – partido que pleiteia a sucessão presidencial.

Ainda no Estádio Rei Pelé, em meio à empolgação dos regatianos após o jogo, que invadiram o campo para comemorar o título junto aos seus ídolos, uma figura passou a ser destaque perante a torcida, sendo, por certo momento, tão festejada quanto os protagonistas da conquista do Galo Praiano, o Tenente-coronel Do Valle; que mandava soltar os torcedores que eram capturados após a invasão do campo. Segundo um colega meu, que acompanhou de perto toda essa situação ao lado de uma Pfem (cuja função era carregar uma prancheta e nada mais), o Comandante do Valle, feliz da vida, ao avistar o BOPE “chegando” junto em quem invadia o campo dizia: “Guerreiro, solte o torcedor. Tá querendo arrumar serviço, é?”

Diante dessa situação, a cada invasor que o BOPE prendia após grande perseguição vexatória, o que era motivo de vaias da torcida e gritos de “Olé!”, o Comandante Do Valle chegava junto e mandava soltar, no que era ovacionado: “É batatinha! É batatinha! É batatinha!” Foi preciso que o Comandante Lucena, outro que também invadiu o campo, chegasse junto ao Comandante Do Valle e lhe desse uma sugestão ao pé do ouvido para que o espetáculo ficasse somente entre a torcida e os jogadores.

O Presidente do CRB, aproveitando a euforia, ainda tirou o seguinte sarro com o cunhado azulino: “E o campeão quem é? É o Clube de Regatas, Batinga. É o Clube de Regatas, Batinga!” Mas Batinga estava longe desse evento. Aliás, o Batinga anda distante de tudo quanto é evento social ou que envolva a segurança pública. Dizem até as más línguas que ele mal sai de casa. Talvez esteja arquitetando algum tipo de “retorno”.

E a torcida do Galo até agora está em estase, comemorando. E provavelmente ficará assim por muito tempo, ainda mais quando sabe que pode contar com o apoio da Briosa Polícia Militar. “Realmente, a Polícia Militar está de parabéns. É esse o comportamento que a gente espera da nossa polícia”, disse um torcedor regatiano.

Empolgado com os elogios que a Tropa Miliciana está recebendo da imprensa, o Comandante Geral, o Coronel Dimas, resolveu transformar isso em elogio através da seguinte “pérola”:

“A Polícia Militar foi bem representada pela sua Tropa, presente no Estádio Rei Pelé, quando da final do Campeonato Alagoano de Futebol, razão pela qual, em reconhecimento ao empenho, desprendimento, capacidade de iniciativa, aptidão intelectual, solicitude e profissionalismo no cumprimento de suas obrigações funcionais, demonstrando, sobretudo, admirável comprometimento para com os serviços que lhe são atribuídos, refletindo-se nas atividades confiadas, na habilidade de trato com o público, bem como na sistematização, elaboração de técnicas que a cada dia somente otimizam o bom andamento do serviço, cuja metodologia empregada garante celeridade e eficácia no atendimento das ocorrências aos cidadãos requisitantes, ressaltando-se, nesse aspecto, a atenção e a agilidade no atendimento ao público em geral, oferecendo a orientação mais correta e direcionada ao fluxo perfeito dos atos policiais no âmbito interno e externo, em reconhecimento aos elogios que a caserna conquistou, e por tudo que disso pode resultar, concedo ao Tenente-coronel Do Valle, Policial Militar detentor das qualidades acima citadas, considerado um modelo de caráter profissional e, por tal motivo, louvo, e torno pública esta justa e corretamente citação, a qual, no uso das atribuições que me são conferidas pelo artigo 11, inciso I, artigo 99, inciso I, e artigo 100, do RDPMAL (aprovado pelo Decreto nº 37.042, de 06 de novembro de 1996), transformo em elogio individual!”

Pena que nada disso possa ser convertido em QSJ ao agraciado, para que de fato pudesse valer alguma coisa, porque mesmo diante de tantas palavras bonitas, nada ameniza as coisas mordazes que são ditas sobre o Comandante do Valle e sua querida “Fa-mília” em certas salas do Comando Geral, onde o que menos importa é a criminalidade.

Bem, voltando ao nosso jogo da vida...

Em uma coisa temos que concordar: Alagoas está, sim, vermelha! Mas é do vermelho do sangue das vítimas de tanta violência e tantos assassinatos! E nesse jogo, onde todos nós somos perdedores todos os dias, só quem está comemorando alguma coisa é o hipócrita do Governador!

Precisamos eleger um Deputado Estadual para nos representar...

Nós temos o nosso Kim Jong-Um

Ridículo! É assim que o mundo define o ditador norte-coreano Kim Jong-Un, em face das mentiras de um regime decadencial e da imagem caricata de um chefe político que adora posar de grande líder de seu povo. Encenando ao mundo a ameaça de uma guerra atômica, o “grande líder” se mostra uma farsa sem tamanho, um opressor de sua gente.

Lá, como não tem Ministério Público, nem OAB, nem GECOC, nem eleição direta e muito menos liberdade de imprensa e direito à livre manifestação do pensamento, o ditador usa o Estado para se autopromover e financiar suas extravagâncias.

Aqui, como lá, o “nosso” Governador de Alagoas – um imenso poço de vaidades – é tão ridículo quanto, e ama a autopromoção e a bajulação dos asseclas, civis e militares.

Entretanto, achando pouco os afagos elogiosos (dos bajuladores e de algumas autoridades “seduzidas” pela figuraça do chefe), ele usa a máquina pública para a autopromoção e para produzir “verdades” a partir das mentiras usadas como pano encobridor da incompetência absoluta de seu governo e, por tabela, a dele mesmo.

(“Espelho meu, espelho meu... existe um governador mais desenrolado do que eu?”)

Mas, espera aí, como ele consegue fazer isso se aqui, diferentemente da Coréia do Norte, tem Ministério Público, OAB, GECOC, eleição direta, liberdade de imprensa e direito à livre manifestação do pensamento?

O fato é que, no dia 14 de abril, a Gazeta de Alagoas publicou a matéria Diário Oficial do Estado faz promoção pessoal de Vilela” revelando ao público o uso criminoso da imprensa oficial como veículo a serviço dos interesses pessoais do governador.

A Gazeta aborda o apetite voraz do governador em aparecer à custa do Estado que ele classifica descaradamente de “pobre”, e sobre como ele mandou publicar no Diário Oficial dois pôsteres com a sua imagem para teatralizar a entrega do primeiro trecho da eterna obra do Canal do Sertão. De quebra, ao estilo, Téo queimou a presidente Dilma excluindo a imagem dela da publicação, dando a entender, matreiramente, que o dinheiro saiu da SEFAZ, quando na verdade o Governo Federal bancou mais de 90% do valor dos custos da obra.

Por aí concluímos a ausência de escrúpulos desse governador, e temos cada vez mais certeza de uma coisa: ele não vai aprovar o realinhamento dos policiais e bombeiros!

Nenhuma categoria logrou êxito de reajuste digno nesse governo; isso é um alerta para não subestimá-lo.  Reconhecer é preciso. O governador é um homem inteligente, e está muito bem orientado por sua equipe “top”, amamentada nos grandes peitões do erário alagoano.

Sabe de quais categorias e figuras o governador atende todos os pedidos? Não?

Então vamos listar agora, por ordem de importância:

a) Os políticos de sua base aliada (deputados, prefeitos, vereadores etc.);

b) Os donos da agroindústria do açúcar e do álcool (como ele mesmo, usineiro). Não esqueçamos que Téo mantém em seu governo o dono do cofre da Secretaria da Fazenda, secretário Maurício Toledo, cuja família (Grupo Toledo) é dona de várias empresas e usinas de cana-de-açúcar; b. 2) Os grandes empresários com negócios ligados ao Estado, como construtoras e grandes fornecedores de produtos usados pela máquina pública;

c) Vários setores da imprensa sejam empresas ou jornalistas, individualmente afagados pela lábia astuta e pela “generosidade” do governador Tucano;

d) Os chefes e membros de outros poderes e de órgão fiscalizadores. Para se ter uma ideia da coisa, o governador tem, pessoalmente, agradado a vários membros do Ministério Público, seja mediante indicação de parentes ou aumento do duodécimo do órgão (o que levou o MP a agraciar o governador com uma “despretensiosa” comenda), além de pedidos para benefício de alguns oficiais com ligações íntimas no MP;

e) O Poder Judiciário, hoje com o maior duodécimo da história. O governador tem amizade pessoal com vários membros do TJ. Isso é fato tá gente, não é boato, basta vocês lerem com atenção e senso crítico os veículos de comunicação da imprensa local e a comunicação oficial.

f) Os fiscais de tributos, porque estes têm na mão a máquina arrecadadora, e por isso têm força contra o governo.

g) Delegados de polícia. Esse povo tem força política e institucional, tem poder do inquérito policial nas mãos, e o governador, parentes e amigos podem ser alvo de futuras investigações (aliás, Teotônio já é investigado da “Operação Navalha”).

h) Procuradores de Estado, para produzir os “pareceres” jurídicos em favor do “chefe”. E olhe, pensando bem, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) deveria ser chamada de PGG – Procuradoria Geral do Governo, ou do governador, como acharem melhor.

i) A OAB/Alagoas, pelo menos na gestão do “Coelho” gordo não se movia uma palha contra o governo tucano. Vamos ver agora como fica com o novo presidente da Ordem dos Advogados.

Se for continuar vai chegar à letra Z e ainda vai faltar gente para listar aqui.

Parece que só quem tá escapando até agora é a Defensoria Pública, órgão que tem realmente se mostrado independente na defesa do povo miserável desta terra seca de oportunidades. (Mas, não espalhem, pode ser que o Téo escute e assedie a Defensoria...).

Por último dos últimos, o governador atende à população. E só depois da população, ele vai pensar se atende ao realinhamento dos militares.

Veja só gente, um governador cercado e protegido por todo esse sistema de poder maquiavélico vai lá se preocupar com um punhado de militares pedindo reajuste?

Vai o governador descer de seu pedestal dourado para se incomodar com uma categoria de milicos que dão segurança para a população, se a última coisa a passar pela cabeça do tucano é o bem estar do povão?

Milicianos, não esqueçam de outra coisa importante: vários militares de alto posto se agacham todos os dias para lustrar os sapatos do governador. Eles serão fiéis ao chefe até o último minuto de governo. E eles usarão todas as armas do sistema contra nós, caso alguém se meta a besta e invente de enfrentar Teotônio.

Como bom estrategista, Téo não bate prego sem estopa nem dá ponto sem nó. Ele sabe exatamente cada passo a ser dado para manter seu status político. Não é à toa o fato dele até agora só ter perdido uma eleição (para prefeito de Maceió).

E não adianta a gente dizer que a tropa não vota em Teotônio Vilela. Ele não conta com os nossos votos, afinal, a gente vai tá é trabalhando pra garantir a “normalidade” do pleito eleitoral. Ademais, se a gente não consegue eleger nem um vereador militar, como poderemos mudar os rumos da eleição majoritária para o Senado?

Pelo exposto, concluímos que não será fácil (para não dizer impossível) arrancar dele o tal de realinhamento salarial e condições dignas de trabalho.

Mas, retornando ao nosso tema central, é temeroso o fato de o governador ter se tornado uma unanimidade na quase totalidade dos poderes e setores da sociedade organizada de Alagoas.

Rui Palmeira usou o slogan errado. Poxa vida, gente, “o cara é bom” cairia tão bem no governador! Ai, que droga!

E, enquanto isso, na Coréia do Norte, um certo ditador se pergunta: Espelho meu, espelho meu, será o Téo Vilela mais poderoso e mais amado do que eu?”

Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três:

“É Téo, é Téo, é Téo”... “É Téo, é Téo, é Téo...”

Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

Guarnição da bef

Destaque nos últimos 30 dias

 
Meu Profile: Área Restrita - Somente PESSOAL AUTORIZADO pode ver