Ardis para os ouvidos dos tolos

“A Polícia Militar de Alagoas, por sua vez, tem uma lei orgânica estadual que planejou uma estrutura própria para a guerra, com batalhões e companhias e quadros improdutivos e obsoletos para o trato e a defesa do cidadão, infrator ou não. Isto vem onerando sensivelmente os cofres públicos. Não existe um plano de carreira eficiente para promover a autoestima dos praças. [...] As estruturas físicas da PMAL são deficientes e também não têm um padrão arquitetônico de segurança, além de serem estabelecidas em locais sem critérios técnicos. Na cultura hierárquica da Polícia Militar a centralização sempre ocorre, [...] seja na execução do policiamento ostensivo, [...]. Com uma estrutura de comando vertical em sua operacionalidade, onde o policial militar não tem uma área de responsabilidade para trabalhar e ser cobrado pela sua produtividade nas suas ações, surge a ineficiência do atual policiamento.”
Você sabe de onde foi extraído o texto acima? Tenho certeza que não! Seria incrédulo, se não fosse verdade. As palavras acima estão estampadas no site da Secretaria de Defesa Social do Estado de Alagoas. Eu mesmo não acreditei quando li. Mas se você também não acredita, confira em “Ação de Reorganização Institucional” (clique aqui).
Imagine só: quando Dário César foi Comandante da PM não moveu uma única palha para melhorar as condições gerais dentro dos quartéis. Saiu, mas deixou sua cara-metade, Luciano Silva, este, além de nada fazer, apertou a tropa até às lágrimas de sangue.
Se você ou eu tivéssemos escrito as palavras acima e lhes dado divulgação, não tenha dúvida quanto ao fato de hoje estarmos respondendo a um IPM ou uma sindicância tendenciosamente sebosa. Entretanto, para mostrar ao mundo político que é um oficial “descolado” e pra frente, Dário César critica na página de sua Secretaria a “imaculada” PMAL, a mesma em nome da qual puniu tanta gente, fingindo defender a hierarquia, a disciplina e o “bom nome” da corporação.
Hipocrisia cuidadosamente destilada na mais sofisticada política mentirosa das Alagoas.
Atitudes dúbias como esta são indicadores do quanto é enganoso o governo de Teotônio Vilela Filho e seus asseclas travestidos de homens públicos, verdadeiras rapinas do dinheiro e boa-fé do povo.
Se Dário César, na qualidade de secretário e coronel, realmente pensasse e agisse como está escrito no site da secretaria comandada por ele, a situação dos policiais militares seria bem melhor, diferente da caótica situação real da tropa.
Existem ações que podem ser implantadas sem necessitar de interferência ou autorização do governador, mas, apesar das bonitas palavras oficiais, as únicas ações feitas e rebuscadas marcham contra a modernidade, e são engendradas para perseguir militares e transformar o ambiente da caserna no insuportável inferno institucional dos dias atuais.
Em minha opinião, a pior hipocrisia de todas é afirmar que não existe um plano de carreira eficiente para promover a autoestima dos praças”. A gestão Dário/Luciano foi a pior de todas para a promoção de praças, tendo inclusive o comando deixado de promover as praças nas datas certas e ter ingressado com várias ações para despromover cabos e sargentos promovidos por determinação judicial. Também deixou de realizar cursos importantes para a carreira, como CAS, CHO e CFCP, sem qualquer justificativa.
Todos os dias chovem reclamações e reivindicações sobre essa ausência de valorização da autoestima, inclusive pela via da promoção.
Ações simples e efetivas do comando poderiam melhorar esse quadro. Ações nunca realizadas por Dário César. Decerto ele acha que as mudanças vão cair do céu. Sim, porque se ele, membro do Poder Executivo, secretário da pasta, escreve e não faz, quem diabos poderá fazer isso?
Palavras vazias ditas no site. Ocas, como o Secretário de Defesa Social, que é oco igual a um cano de 100, por onde só passa m...
Outro ponto sempre discutido, fonte de angústia de muitos policiais, são as péssimas condições de 99% das Unidades da PM, problema não solucionado por Dário César (nem como comandante nem como secretário) ou Luciano Silva, ou pelo atual comando. Mas, no site, parece ser outro Dário César que afirma o seguinte: “As estruturas físicas da PMAL são deficientes e também não têm um padrão arquitetônico de segurança, além de serem estabelecidas em locais sem critérios técnicos”.
Parece até que ele não é o “gestor” da SEDS!
As unidades pioraram, apesar das palavras oficiais. Mas ele resolveu demolir o Presídio Militar com a intenção ardilosa de prejudicar, enquanto unidades mais parecidas com pocilgas continuam de pé, sem perspectivas de qualquer melhoria.
E o site continua com o “pensamento” de Dário César: “Na cultura hierárquica da Polícia Militar a centralização sempre ocorre, [...] seja na execução do policiamento ostensivo, [...].”
Engraçado: mesmo reconhecendo essa verdade, o secretário e o irmão-comandante deixam Gilmar Batinga centralizando tudo no CPC, ao ponto de os Comandantes de Unidades (os cabeças de catenga sem culhões) terem perdido toda a autonomia. Tudo está centralizado ao extremo nas mãos do Comandante do Policiamento da Capital, principalmente o dinheiro das empresas, que entra pelas portas dos fundos dos quartéis.
“Com uma estrutura de comando vertical em sua operacionalidade, onde o policial militar não tem uma área de responsabilidade para trabalhar e ser cobrado pela sua produtividade nas suas ações, surge a ineficiência do atual policiamento.”
O homem de dois mundos – o mundo ideal e o mundo onde ele manda – apesar de reconhecer no site da SEDS a ineficiência do policiamento a cargo da PM, e dizer que o policial deve ter uma área de sua responsabilidade, continua em sua gestão mandando cumprir escalas irracionais de serviço, ou aquelas que rendem um “mensalinho” para as unidades (Shopping Pátio, Caixa Econômica, CDL, comerciantes do centro da cidade...).
Ou seja, com Dário César é tudo na base do faça o que eu digo, não faço o que eu faço”. Se ele diz, tenha certeza de que ele não fará o que disse em público.
Está assim provada uma verdade incontestável: Dário César conhece os problemas e os motivos da ineficácia da PM. Se ele deixa tudo como está, é porque pra ele é mais do que conveniente.
Os “pequenos detalhes” como aumento da criminalidade, do consumo e uso de drogas e armas ilícitas, de policiais desmotivados, de policiamento ineficiente e dos índices macabros que minam politicamente o governador, não importam para Dário César. Todos os discursos dele, nunca praticados, foram e são usados com o único objetivo de subir ainda mais os degraus do poder. Depois, viram poeira soprada ao vento!
Não é à toa que Dário César saiu da apagada Assessoria Militar da PGE para se tornar Secretário de Estado. Seu discurso de “oxigenação” da PM encheu os olhos do governo imbecil de Téo Vilela e emprenhou os ouvidos do governador, mas, por outro lado, esvaziou todas as esperanças dos policiais militares de Alagoas.
A “oxigenação” aconteceu, e foi uma “beleza de Creuza”. Hoje temos grandes nomes comandando a PM, verdadeiros estrategistas, inteligentes, humanos, democráticos e honestos. Temos Gilmar Batinga (aliás, o cargo de CMT do CPC é vitalício?). O Subcomandante é Mário da Hora, merecedor da alcunha de “Mário Menino” porque adora uma brincadeira; leva nada a sério. Temos ainda o brilhante “tamborete de quartel” Luiz Carlos (“oi meu peixe, isso num é comigo”); temos também Ivon Berto (gente boa, mas não paga a ninguém), Marinho (enrolado com improbidade quando foi Diretor Geral do DETRAN), e outros cardeais nada recomendáveis quando se trata de avançar a PM. Fora desse alto clero, se vê uma horda de comandantes de unidades medrosos e omissos, esperando sua hora de subir ao topo, e fazer tudo igualzinho aos antecessores.
Os ventos da mudança não sopram na PM...
Talvez um coronel (e esse é um pressentimento meu), o Marinho, seria o único dentre os cardeais com visão e vontade para modernizar a PM. Posso estar enganada, mas, como disse, é um pressentimento. A questão é se ele chegará lá. Mas eu creio que nesse governo não dá. Esse governo é de Dário, o César.
Aliás, ele, o César, caiu como uma luva nas mãos poderosas de Téo Vilela: é fiel como um pastor alemão, baba quando vê o dono, diz coisas que nunca fará na prática, mente pelos cotovelos e nunca, nunca mesmo, reconhece os próprios erros, e, assim como o chefe, nunca deu um dia de serviço pra seu ninguém. Engorda e se farta agarrado às macias e saborosas tetas do “Estado pobre”.
Então é isso: enquanto Dário César escreve discursos vazios para a sociedade, a gente se ferra com a opressão dos quartéis e a pressão psicológica das tarefas de polícia. Enquanto isso, para “motivar” as praças, o Batinga criou a escala de 12x36, de 13 horas a 01 hora da manhã!
Enquanto o cidadão lê o site falsiê da Secretaria de Defesa Social e as besteiras que Dário César escreve no twitter, a PM mergulha cada vez mais fundo no atraso e na hipocrisia dos cardeais.
Enquanto a gente se mata nas madrugadas embaladas pelo som de viaturas velhas, sirenes, tiros e lamentos de famílias enlutadas, os coronéis dormem em suas confortáveis camas, ou na cama das amantes, ou dos amantes, conforme o caso.
Enquanto isso, sonhando voos mais altos, o secretário flerta e toma uísque com a secretária Regina Miki, no hotel onde ela fica hospedada à custa do contribuinte. A secretária pode ser o canal para um retorno triunfal de César ao centro do poder: Brasília. A propósito, “ela já não usa mais a aliança de casada”. Será que isso é um “sinal”?
No fim, isso é o que importa para Dário: o poder e o dinheiro público!
As palavras saídas de sua boca mentirosa são apenas detalhes vãos. Ardis para os ouvidos dos tolos e da imprensa comprada e cega da Província de Alagoas.

Força tarefa a serviço do crime

Tanto o secretário Dário, o César, quanto seu apagado irmão, Dimas, o Ninguém, são militares cujos comportamentos aludem ser, por auto alarde, tidos como as palmatórias do mundo e, segundo estes mesmos, as últimas barreiras da moralidade miliciana outrora perdida com o avento dos velhos dinossauros por este expurgados do poder há cerca de um quinquênio.
Mas a realidade é justamente contrária: Ninguém esculhambou, bagunçou, espezinhou, desarticulou e permissionou mais desmandos castrenses do que estas versões escalafobéticas dos irmãos castro (ou seriam metralhas?) Dario e Dimas, os có-gestores do caos e os paladinos da vagabundagem militar alagoana.
Já tivemos aqui a oportunidade de detonar vários parasitas da nossa Casa de Tiradentes, um deles foi o “Playboy” Marlon, o outro o também Major Anderson, de cara pra cima no policiamento do carnaval, dentre outros que sugam até a última gota da seiva contida na teta gorda da mãe PMAL.
Mas isto é o mínimo sobre o que vamos denunciar agora. Hoje, os canhões do BEF se voltam para mais um espertalhão icônico da vagabundagem explícita e da exploração de atividades ilegais, devidamente acobertada e abafada tanto pelo Secretário de Defesa Social quanto pelo seu irmão – o segundo pior Comandante Geral da história de Alagoas.
Todos sabem que o Capitão Liziário – ou melhor: Everaldo, para os mais íntimos – mama há pelo menos seis anos na Assembleia Legislativa, fazendo papel figurativo destinado a todos os oficiais que lá atuam: elementos de adorno daquela casa imoral. O que nem todos sabem, pelo menos a maioria desconhece, são as suas atividades ilegais e através das quais, e com a ajuda de políticos, de autoridades ligadas ao governo e a Secretaria de Estado e da Defesa Social e mais além, com o uso de recursos escusos oriundos da própria Polícia Militar, Liziário tornou-se um homem próspero, comandando um verdadeiro exército que engloba militares, agentes penitenciários, policiais civis, guardas municipais de Maceió e vigilantes particulares, todos empregados na prestação de serviços ilegais que vão desde escoltas particulares de políticos importantes, quanto a proteção de negócios de fachada, passando por proteção a postos de gasolina e lojas “faz de conta”". Tudo isso, reforçamos, com a conivência do atual Secretário de Segurança do Estado e seu irmão, Comandante Geral.
A história de Liziário se confunde com a de outros exploradores do “bico” – atividade extra corporação –, entretanto, esta vai muito, mas muito mais além. Segundo as nossas investigações, o capitão é chefe de uma milícia privada que fornece segurança patrimonial a empresários cuja finalidade é de apoio governamental. Trocando em miúdos: Lisiário e seus arregimentados fornecem a segurança necessária para que crimes como “desvio de verbas públicas” e “sonegação fiscal” aconteçam livremente, sem a temeridade que estaria posta da ausência de um braço armado para tais negócios escusos.
Um dos negócios de fachada é a empresa que funciona no número 161, da Rua Guedes de Miranda, Bairro do Farol: a loja “La Belle”. Situada defronte a sede da Federação do Comércio abriga, sob o manto da ocultação de uma loja para madames de bom gosto, um depósito e escritório de contabilidade de prefeituras do interior do Estado. Todas estas prefeituras, bom frisar, fazem parte do grupo de apoio do Governo Estadual.
No local, cuja guarita lateral protege o acesso através de circuito fechado de monitoramento por câmeras e sólidos portões sequenciais, são ocultados, entre outros, documentos reais e fictícios sobre a vida financeira de políticos e autoridades. Tudo sobre a proteção 24 horas de um verdadeiro exército armado, pagos pelo dinheiro repassado ao Capitão PM Liziário por tais políticos e irrisoriamente partilhado com os de baixa casta. Esta força tarefa a serviço indireto do crime atua fortemente armada tanto pelo lado externo quanto pelo lado interno de tal “empresa”.
Duas ruas acima, subindo a Avenida Fernandes Lima em direção ao CEPA, mais especificamente na Rua Goiás, podemos chegar ao maior estabelecimento protegido pelo capitão esperto e sua milícia irregular. É lá que se encontra a empresa Tocqueville. Cercada por portões de aço e vigiada por um efetivo maior de seguranças particulares, oriundos das forças de segurança estatal, também abriga fachada para negócios ilegais nos mesmos propósitos do já citado anteriormente: abrigar a contabilidade secundária oriunda de prefeituras e políticos estaduais. Um nojo.
Suas funções precípuas são únicas: ocultar documentos frutos de maracutaias e cambalachos de gestores picaretas e suas farras com o dinheiro do povo.
A carteira de negócios que movimentam milhões em reais cujos envolvimentos de Liziário dão-se no fornecimento de proteção armada e vão da proteção pessoal a políticos e assessores parlamentares, passando pela gestão de segurança armada e velada de postos de gasolina a empresas de fachada na região do Farol e Ponta Verde.
Esperamos que o Ministério Público Estadual, sobretudo o Grupo de Combate ao Crime Organizado (GECOC) cumpra o seu papel institucional e ponha fim nisto, pois tanto o Secretário de Defesa Social, quanto o Comandante Geral devem explicações sobre o porquê “permissionar” estas práticas ilegais sob suas barbas, bem como tais denuncias que envolvem o uso de mão de obra especializada cuja missão constitucional deveria ser servir a sociedade, e não aquadrilhar-se para a prática de crimes tanto comuns quanto fiscais e, pior: contra a Administração Pública. Pois como já o disse o senhor secretário Dário “o Cesar” (cujas relações com o desvio de R$ 300 milhões de reais em sua gestão ainda não restaram devidamente explicados) “Um policial existe pra proteger a sociedade, mas se comete um crime contra quem lhe paga com seus impostos, torna-se pior que qualquer bandido”.
Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

Segurança nos estádios‏

Na ultima terça-feira, dia 19, fomos surpreendidos pelas declarações do Comandante do Policiamento da Região Metropolitana (de Maceió – CPRM), o Coronel Gilmar Batinga. As falas do Oficial Superior caíram como bomba no seio da Federação Alagoana de Futebol (FAF) e dentro da Secretária de Estado e da Defesa Social.
Tudo o que foi falado, depõe contra a farsa criada de que a violência em Alagoas está diminuindo. E agora tem-se o tempero do crime organizado e a violência dentro das torcidas. Mas, por detrás dessa simples entrevista, faltou ler as entrelinhas ou apenas ignorou-se a problemática do policiamento dentro das praças desportivas.
Como é de conhecimento, desde a criação da Lei Pelé, nossos clubes de futebol tiveram de se profissionalizar, e alguns até tornaram-se empresas, apenas uma formalização do que já é sabido: futebol é um negócio e dá lucro, muito lucro, que se frise. Peguem como exemplo as milionárias transações entre clubes, vendas de jogadores, camisas oficiais, licenciamento de produtos e programas de sócios torcedores. Tudo isso gerando gigantescas receitas para os clubes e federações pelo Brasil e mundo afora.
A venda de ingressos para partidas não fica de fora disso. Uma receita que nenhum clube tem coragem de abrir mão, pois como empresa, eles visam o lucro e querem vender seu produto. Tirando a paixão dos torcedores, uma partida de futebol nada mais é que um negócio entre duas agremiações, onde o mais importante é o dinheiro que irá entrar em caixa auferido pela venda de ingressos ao público pagante. Nesse aspecto, ainda não me lembro de nenhum clube de futebol profissional jogar com portas abertas e entrada franca, trabalhando apenas pela paixão de oferecer um espetáculo de ludopédio para a sua torcida.
Pois bem, se um jogo de futebol é um negócio, se esse negocio visa o lucro e é particular e privado, não faz sentido que seja a PM responsável pelo policiamento da praça desportiva, pois como em qualquer casa de shows, a segurança interna é obrigação do organizador (Federação Alagoana ou os próprios clubes). Se a PMAL faz a segurança dentro do estádio, temos então o uso de funcionários públicos concursados de maneira errônea, trabalhando para fins particulares e beneficio financeiros privados, retirando da rua vários PMs, desguarnecendo assim o policiamento ostensivo da população para aumentar os lucros dos empresários da bola.
Alguém imagina policiamento e segurança feita pela PM dentro de uma competição de MMA (o vulgarmente conhecido vale-tudo) que acontecem em ginásios? Ou policiamento feito pela PM dentro de um autódromo? Neste último caso em específico, não tenho conhecimento de que a PMSP destaque guarnições para realizar o policiamento dentro do autódromo de Interlagos durante o Grande Prêmio do Brasil.
Gilmar, para que você se livrasse de falar tanta besteira, bastava fachar a matraca, ou então simplesmente dizer que a segurança dentro dos estádios é obrigação da Federação (ente privado e que visa o lucro), que bastava ela contratar seguranças privados em numero suficiente para que não ocorresse mais confrontos e nem violência dentro dos estádios, cabendo a PMAL apenas realizar a segurança do lado de fora e adjacências do local, evitando que após o jogo as torcidas entrassem em confronto.
Mas ainda não chegou na PMAL alguém que tenha coragem de falar a verdade para a Federação Alagoana de Futebol, obrigando a mesma e a seus filiados que arquem com os gasto referentes a segurança interna, e que também fiquem com o ônus de justificar a violência por parte de suas torcidas organizadas, muitas das vezes patrocinadas e apoiadas pelos clubes (fretamento de ônibus, doação de ingressos e até dinheiro).
A verdade que não quer ser dita é que os clubes só querem ficar com o bônus e os lucros conseguidos pelo futebol, ficando a pior parte com a PM e seus integrantes. A culpa pela violência sempre vai ser da PM.
Como seria bom se nossas associações entrassem com uma ação na justiça, que visasse proibir o emprego da tropa dentro dos estádios, ficando sua atuação restrita ao lado de fora da praça desportiva, sendo que a curto prazo para beneficio da tropa seria a diminuição da quantidade de escalas extras para realizar o policiamento de jogos de futebol. E caso a federação e os clubes façam tanta questão de PMs dentro do estádio, que eles paguem pela força de trabalho, pagamento este sendo feito através de recibo e deposito em conta corrente do policial, livrando assim de possíveis desvios realizados no âmbito da PMAL.
Isso é uma discussão salutar, pois temos a proximidade da Copa do Mundo de 2014, e nós – policiais – estamos acompanhando o investimento de milhões, quiçá bilhões em obras para receber jogos que trarão lucros exorbitantes a pessoas envolvidas nessa organização. Muitos empresários da bola já estão lucrando rios de dinheiro e para as PMs do Brasil vai sobrar só o ônus de fazer o policiamento e a segurança. Nessas horas é que se mostra a importância de termos um deputado federal e até estadual para defender nossos interesses.

Sargento Júnior (outra estística...)

Cada pessoa que é assassinada representa uma estatística para o Estado – uma estatística negativa, para ser mais preciso. Mas para os entes familiares das vítimas, a morte representa mais que uma estatística. Representa uma dor, uma perda, uma ausência... E o Estado vilipendia a dor das famílias. Ou melhor, “O Estado” em si é alheio a isso. O Governo do Estado, e aí se inclua os deputados, prefeitos municipais e os edis de cada município, é que são alheios ao caos em que vivemos.
E a cada assassinato, a cada crime de menor potencial ofensivo, vemos o quanto as nossas autoridades políticas são alheias à nossa triste realidade. Foi assim com os dados estatísticos referentes aos mais de 400 assassinatos desde o começo do ano até agora, e será assim com os próximos mortos; os quais, presumo, deverão passar novamente dos mais de 2.000 assassinatos. Então, se nem com os assassinatos ele se importam, quem dirá com os crimes de menor potencial ofensivo?
Quem ainda espera que as nossas autoridades, enfim, se mobilizem, já deve ter ficado frustrado com tamanho atraso por providências. Porém, ainda assim todos nós estamos ansiosos pelos resultados prometidos, isto é, estamos ansiosos pela redução da criminalidade, ainda mais quando são investidas verdadeiras fortunas justamente para combater a criminalidade.
Mas como a segurança pública em nosso Estado não é tratada com seriedade, apesar da montanha de investimentos, infelizmente, por muito tempo ainda continuaremos sem ver resultados efetivos. Enquanto isso, continuaremos padecendo a cada investida marginal ou a cada omissão governamental. E esse não é um “privilégio” apenas da sociedade.
No nosso caso em específico, quando não somos vítimas dos marginais, ou da omissão governamental, ou do assédio funcional dos nossos superiores hierárquicos no ambiente de trabalho, somos vítimas dos nossos próprios colegas de profissão, tal qual aconteceu com o Sargento Manoel Alves Ferreira Júnior, 43 anos – que foi baleado por outro sargento em Santana do Mundaú, e acabou falecendo.
De acordo com as testemunhas, o Sargento Júnior foi baleado pelo Sargento Diógenes Batista de Lima, na tarde de ontem, sexta-feira (22.02), em Santana do Mundaú, mas não resistiu ao pós-cirúrgico e morreu nas primeiras horas da madrugada deste sábado.
Ele foi atingido no abdome e na perna e um dos projéteis perfurou o seu intestino, o que fez com que ele tivesse hemorragia interna. À noite, assim que foi concluída a intervenção cirúrgica, os parentes receberam a notícia de que o sargento estava bem e não iria necessitar sequer de ser levado para a Unidade de Terapia Intensivo (UTI).
O Sargento Diógenes é irmão do Subtenente Antônio Neto (que está preso há alguns anos, por ter participação no grupo de extermínio “Os Ninjas”), fugiu logo após o crime e ainda não foi localizado. Tanto o Diógenes quanto o Júnior, que era lotado no Batalhão de Radiopatrulha (RP) de União dos Palmares, sempre foram do 2º BPM.
Que Deus console a família do Sargento Manoel Alves Ferreira Júnior! E quanto a nós, que Ele nos perdoe, pois vamos procurar exorcizar um espírito de porco!

Sem Acordo

Todo mundo já deve estar sabendo que a contraproposta que os presidentes das nossas associações militares apresentaram ao governo foi rejeitada pela sua representante na SEGESP. Por consequência, como “retaliação” a isso, a proposta do governo também foi rejeitada pelos presidentes classistas, sob a desculpa de que a tabela precisaria ser refeita, sendo que cada um apresentou uma razão diferente.
Vejamos alguns pensamentos dos três principais “líderes”:
Estamos obtendo avanço junto ao governo e esperamos que no dia cinco de março tenhamos uma resposta definitiva, pois a tropa não aguenta mais tantas reuniões sem um resultado concreto. A tabela apresentada não é viável para a categoria, mas espera-se que na próxima reunião tudo seja definido. (...) Todos os militares, ao que tudo indica, terão o realinhamento até junho deste ano, além do IPCA que será por volta de 5,8 % e dos 3% de resíduo que está previsto para abril deste ano”, disse o presidente da ACS, o Cabo José Soares.
Discordamos da tabela apresentada. Queremos que primeiro seja aplicado o percentual de 3%, oriundos do acordo com o Governo em 2012. Em seguida seja feito o realinhamento para depois ser implantado o IPCA de 5,8%. Isso não foi feito na tabela apresentada pela SEGESP. Por isso, pedimos que os valores fossem recalculados”, explicou o presidente da ASSMAL, o Sargento Teobaldo de Almeida.
A ASSOMAL só aprova o realinhamento em que todos tenham a mesma proporção de percentual acrescido na mudança de nível, para não corrermos o risco de erro cometido no passado, e não podemos permitir que quem está no último nível de tempo de serviço não seja contemplado”, afirmou o Major Fragoso.
Resumindo: foi agendada uma nova reunião, para o dia 05 de março, às 15h, no mesmo local, ocasião em que o governo vai apresentar uma nova proposta.
Moral da história
Salvo umas duas exceções, somos representados por pessoas fracas, sem atitudes em prol da tropa, mas que são capazes de articular reuniões na calada na noite, na ASSOMAL (no dia anterior ao da reunião, bem dizer algumas horas antes), para ver a melhor forma de negociar os seus interesses particulares com o governo. E a única maneira de virar essa maré a nosso favor é por meio de um esforço da tropa, bem orquestrado, para banir esses “líderes” das nossas associações.
Se os militares que se mostrarem dispostos a representar a tropa, fazendo oposição ao Cabo José Soares, ao Cabo Wagner Simas, ao Sargento Teobaldo Almeida, e ao Major Fragoso (este último em especial), quiserem o nosso apoio, nós nos colocamos à disposição. Enviem material contra os mesmos, para contatobriosaemfoco@gmail.com, que a gente solta a lenha.
Esses presidentes de associações, politiqueiros fracos, dependem de suas reputações, e como eles não estão nos representando altivamente, vamos expô-los na mídia e nas redes sociais, inclusive por meio de anúncios de publicidade e pesquisas de opinião.
Queremos começar pelo Cabo Soares (que antes era um “Zé Ruela”, mas que agora está metido a “Zé Playboy”), que representa a base Tropa Miliciana, porém até agora não personificou os atributos do cargo de Presidente da Associação de Cabos e Soldados – a entidade que, sozinha, pode definir o rumo das negociações. Em seguida queremos partir para o Cabo Simas, que representa a Associação das Praças Militares, e o mesmo com os demais...
Amigos briosianos, paciência tem limite. Que fique claro que nós não temos nada contra a pessoa de cada um dos presidentes das associações e sim com as suas atuações. É por isso que vamos fazer barulho contra os mesmos. Enquanto isso, a Greve Branca continua: continuemos fazendo corpo mole no serviço.
Ass: Todos os membros do Blog Briosa em Foco

Atestando a INCOMPETÊNCIA

Terça-feira, dia 19 de fevereiro, finalmente o Coronel Gilmar Batinga confirmou a sua incompetência. Contudo, ele jogou a culpa na Instituição Polícia Militar de Alagoas, a quem acusou de não ter estrutura para impedir que haja violência nos estádios.
Se a PM tem a sua parcela de culpa, por ser dela a responsabilidade na manutenção da segurança em jogos de futebol em Alagoas, isso é discutível, pois a Corporação é gerenciada pelos seus comandantes, dentre os quais – a baixo do Comando Geral – está exatamente o Comando da Região da Grande Maceió, que é o incompetente Coronel Gilmar. Que em suas deprimentes explicações assumiu que não tem capacidade de criar uma estrutura que possa impedir que aja violência nos estádios.
Além disso, o Coronel Gilmar Batinga acusou a Federação Alagoana de Futebol (FAF) de “não colaborar”, de “se mostrar muito omissa”, e avisou: “A PM não tem um plano de contingência. Vamos ficar como cego em tiroteio”. Diante dessa colocação, pergunta-se: Será que a FAF fechou a “torneira” do CPC e por isso o Coronel Gilmar resolveu boicotar o policiamento no Estádio Rei Pelé? Que “colaboração” e que “omissão” são estas a que o Batinga se refere?
O Ministério Público Estadual (MPE), local onde foi feito o “desabafo” do coronel deveria investigar a “parceria” entre a FAF e o CPC, bem como a suposta falta de estrutura da PMAL para coibir a violência nos estádios, mesmo porque, segundo o artigo 144, caput, da CF/88, “a segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através da Polícia Militar”.
Se é verdade que todo e qualquer cidadão tem a sua parcela de responsabilidade na questão da segurança pública, de igual modo não é menos verdadeiro que as autoridades públicas, responsáveis pelo policiamento, também o são. Nessa linha de raciocínio, não é correto atribuir as responsabilidades sobre a segurança pública somente às torcidas organizadas e torcedores por atos de violência praticados dentro dos estádios durante as partidas de futebol.
E já que o Coronel Gilmar gosta tanto de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), porque é que ele não se senta com as associações e o MPE para definir normas sobre o emprego do policiamento nos dias de jogos? Faça isso, Batinga, defina esta responsabilidade, pois o emprego dos militares das unidades é de competência dos comandantes das Unidades e não do CPC, que jamais era para “criar” serviços extras. Veja:
Lei nº 6.399, de 15 de agosto de 2003
Art. 167. O Comando de Policiamento da Capital tem como encargos o planejamento, comando, coordenação, fiscalização e controle das atividades operacionais das unidades e subunidades que lhe são subordinadas, de acordo com a legislação vigente, diretrizes e ordens baixadas pelo Comandante geral.
Art. 179. O comandante de unidade ou subunidade operacional independente é o responsável pela administração, instrução, disciplina e emprego da tropa sob suas ordens, em consonância com as diretrizes, planos e ordens emanadas do escalão superior.
Art. 190. É vedada a utilização de efetivo de unidade especial, definida nesta Lei, em atividade diversa daquela que lhe é preconizada, devendo tal mister ser realizado por organização militar própria, ressalvado os casos autorizados pelo Chefe do Executivo Estadual.
Para finalizar, vamos refletir um pouco mais em cima das afirmações do Coronel Batinga:
“A Federação Alagoana de Futebol não tem participado das reuniões, o que dificulta o planejamento da Corporação”. – Todo mundo já deve imaginar os motivos...
“Nós temos bandidos e traficantes infiltrados dentro das torcidas organizadas”. – Os bandidos a que o Coronel Gilmar se refere deve o pessoal da sua P2.
“A gente sabia que havia torcidas organizadas e que elas são rivais”. – ...Mas não tomou as providências que deveria tomar!
“Nós temos imagens mostrando pessoas que participaram dos atos de violência”. Mas não fez nada até agora.
“Tudo o que aconteceu era previsto”. – Isso denota duas coisas: incompetência para resolver o problema ou omissão.
“Nós não temos tropas especializadas para os jogos. E a pergunta é: a PM tem estrutura para implementar isso hoje? Não”. Então pede para sair, Batinga. Ceda o seu lugar para quem possa fazer o que você não tem capacidade.
“Nós não temos plano de contingência. Se hoje acontecer uma tragédia dentro de um estádio, a gente vai ficar como cego em tiroteio. Ninguém vai saber o que fazer”. Pede pra sair, coronel. Pede pra sair, seu incompetente!
Depois dessas afirmações que o Coronel Gilmar fez no MPE, perante várias autoridades, ressalte-se, resta concluir que temos um comandante que, além de incompetente, nas funções que desempenha (atualmente), não é a melhor pessoa para comandar o policiamento da capital, pois não sabe administrar os recursos que tem, muito menos se mostra preocupado em aprimorar as técnicas de policiamento em eventos esportivos. Ah, e também não tem a simpatia da tropa sob seu comando.
É por estas e outras que nós do Briosa em Foco entendemos que
Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

O Garanhão Alagoano

“O amor tem razões que até a própria razão desconhece”. O que também desconhecíamos (embora façamos parte dos círculos mais altos do poder) era o romance secreto do Secretário Dário, o César (o Don Juan da SEDS), e da principal interlocutora entre o Governo Federal (diga-se, do Plano de Insegurança “Brasil Mais Seguro”) e o Palácio República dos Palmares, a Secretária Nacional Regina Miko (perdão), Miki.
Pintoso e serelepe como ele só, o nosso “digníssimo” secretário, que recentemente deixou a obrigação de “puxar portas”, “sacos” e “pastas” para o Senador Fernando Collor, recém separado, só parece ter olhos para os belíssimos cabelos multicores da representante ministerial.
O escândalo veio à tona após uma nota divulgada no jornal “Gazeta de Alagoas” de hoje, 19.02, na coluna “Fatos & Notícias”, que pedimos a vênia em reproduzir:
“UM FIO
O Palácio do Planalto perdeu a paciência com a secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki. Ela está no cargo por um fio. A questão é que assessores da presidente Dilma descobriram que ela misturou os sentimentos pessoais por uma autoridade do governo alagoano com o trabalho de combate à violência aqui no Estado. O caso é sério”.


Deixando de lado a chacota e adentrando a seriedade do assunto, perece justificar-se agora a proximidade e a intensidade com a que a funcionária do Palácio do Planalto visita a nossa capital para avalizar as pífias ações desencadeadas para frear a criminalidade, que são todas destacadamente inócuas.
Também é vergonhosa a atitude do secretário, em envolver-se com uma mulher casada (a secretária é casada há pelo menos 20 anos) usando, sabe-se lá, dos cofres governamentais para custear as viagens românticas a pretexto de manifesto apoio ao projeto de uma Alagoas sem violência.
Só nos resta imaginar se esse romance, já divulgado pela mídia local, voará pelos ares, como o “helicóptero do amor” recém adquirido pelo casal para os passeios de ambos, digo, para o bem de toda Alagoas!
Obs: O Briosa em Foco parabeniza Dadá e Regi... Lindo casal.

Ressaca

Passada a festa da carne, é chegada a hora de curar a ressaca. E para a PMAL, a dor de cabeça será mais forte do que para qualquer outro folião que tenha tomado o mais vigoroso dos porres. A tropa foi sugada ao máximo nesses quatro dias de festa, foi alojada nos piores lugares, alimentou-se mal, dormiu em colchões fétidos e, apesar de todas essas agruras, não recebeu nenhum centavo por essas horas extras trabalhadas para Estado.
As diárias mais uma vez só foram pagas aos militares que foram deslocados de Maceió para o interior, enquanto que os policiais que trabalham nas unidades do interior, mesmo sendo deslocados de seus locais de origem para o de outras Unidades Policiais, não tiveram direito a nada, dependendo apenas dos alojamentos e alimentação ofertados por algumas prefeituras. Acredito que a falta de água nesses locais deva ter sido uma constante, o que tornava a simples tarefa de tomar um banho em uma verdadeira operação de guerra. Eis a razão de muitos militares terem (sob a autorização dos comandantes do policiamento do local do evento) deixado de usar as gondolas.
Enquanto isso, por onde andavam os nossos gestores e presidentes de associações que não foram in loco constatar as péssimas condições de trabalho? Dário, Dimas, Fragoso, Teobaldo Simas, Soares, etc., com certeza se encontravam em badaladas festas de carnavais, regadas a muito uísque e cerveja, e, tal qual o Téo Vilela, acabaram sendo carregados ao fim dos bailes.
Findado o serviço extra do Carnaval 2013, estamos esperando uma reunião agendada para o dia 21 de fevereiro, reunião esta que a qualquer momento pode ser cancelada ou – se realmente vier a acontecer – não trará nada de novo, pois os “estudos de impacto na folha” não foram realizados. Então será mais uma vez adiada e remarcada para uma data a posteriori. Alguém, em sã consciência, acredita que o governo irá ser benevolente e nos concederá um aumento justo e digno, tal qual a tropa anseia?
Perdemos mais uma vez a oportunidade de colocar esse governo de mentiras e esse Secretário de Defesa incompetente contra a parede. Ao aceitarmos negociar o realinhamento para depois do carnaval só oferecemos mais tempo para o desgoverno das Alagoas criar um plano para no enrolar. Tudo isso compactuado com as associações omissas.
Para os senhores terem uma ideia de como o governo estava receoso de uma paralização e tinha tanta certeza de que a tropa inconformada, se fosse incitada e apoiada, iria realmente cruzar os braços, foi solicitado um Plano de Emergência à SENASP/MJ. Esse plano, mesmo sem ter sido colocado em prática ocasionou a perda do carnaval por parte de todos os militares da FN que estavam em Brasília, que ficaram em prontidão devido a dois fatores: os ataques de uma facção criminosa em SC e a possível paralização da PMAL – caso os líderes não aceitassem  a negociação para o dia 21 e deflagrassem uma greve.
Isso deixa bem claro que estávamos com a faca e o queijo na mão, mas nossos lideres mais uma vez deixaram escapar a oportunidade de conseguir um aumento salarial digno para a tropa. Talvez por isso, por ter se livrado dessa bomba chiando, nosso governador tenha enchido a cara no bloco...
Tirando alguns poucos guerreiros que deram o sangue neste carnaval, boa parte da tropa cruzou os braços e fez a conhecida greve branca, já em curso há mais de dois anos, tal qual os números de homicídios não nos deixam mentir. E caso dia 21 de fevereiro chegue e mais uma vez sejamos enrolados, não restará nada mais do que torcer para que os representantes de verdade, e sérios, apareçam e possam ser eleitos para as nossas associações, e assim possam brigar pela tropa e por melhorias.
Mal o ano 2013 começou e até agora ele se mostra perdido para os militares alagoanos. Por isso, para 2014, nossa meta é: eleger um PM ou BM como Deputado Estadual, tal qual a PMPE e a PMSE já o fizeram. Temos que seguir o exemplo destes dois Estados (vinhos), mas para tanto precisamos de um projeto; tal qual o projeto que já está em pleno andamento na PMBA. Só assim seremos respeitados.

Assassinatos durante o Carnaval 2013

Antes de tecer as minhas considerações sobre os homicídios ocorridos no carnaval de 2013, vejamos um vídeo que foi feito pelo site Emergência 190, há exatamente um ano atrás:

De acordo com os dados apresentados no vídeo, “24 pessoas foram vítimas de tiros”, “04 pessoas foram vítimas de faca” e “02 pessoas foram vítimas de espancamento”, o que totaliza 30 “CVLI” registrados somente no IML da capital. O que, na visão do repórter, “se comparado com o carnaval de 2011, foi um dos carnavais mais tranquilos”.
Feito essa divulgação, vamos os dados apresentados pela SEDS em relação ao Carnaval 2013:
Perícia Oficial registra 30 crimes de homicídios durante o Carnaval
Flávia Duarte
Trinta crimes de homicídios foram registrados durante o período carnavalesco em Alagoas – das 7h do sábado de Zé Pereira (9) até as 7h da quarta-feira de Cinzas (13) – pela Perícia Oficial de Alagoas (Poal). No último dia de carnaval, nesta terça-feira, seis corpos deram entrada nos Institutos Médico Legal de Maceió e Arapiraca.
Entre os crimes, está o assassinato do comerciante Amauri dos Santos, 45 anos. A vítima foi morta a tiros na madrugada de segunda-feira, dia 11, logo após fechar o bar de sua propriedade na cidade de Santana do Ipanema.
Os levantamentos policiais apontam que o crime teria sido praticado por dois homens ainda não identificados que fugiram a pé.
A polícia ainda não tem informações sobre as motivações do crime, mas segundo testemunhas, a vítima teria muitos desafetos na cidade, alguns deles após discussões dentro de seu estabelecimento comercial.
Deram entrada nas últimas 24 horas no IMLs os corpos de: José Ivanildo Santos de França, 42 anos, morto por arma de fogo na tarde desta terça (12), no Povoado Ipiranga, em Igreja Nova; Josenildo Gomes Lima, 47, vítima de tiros na noite de ontem em Inhapi; José Fernandes Américo da Silva morto a tiros na madrugada desta quarta (13) na cidade de Cacimbinhas; Antônio Barros, 64, assassinado a tiros na Fazenda Palmeira Ria, em Messias; Pedro Antônio de Azevedo Mendes, 18, morto por arma de fogo no bairro da Levada; e de um homem não identificado encontrado morto com perfurações de arma de fogo em Rio Largo.
Outros dois corpos deram entrada como morte a esclarecer. José Benedito, 48, faleceu numa unidade de saúde de Paripueira e um homem não identificado foi encontrado morto em Canapi. As causas da morte serão determinadas após necropsia.
Já no período de 7h de segunda (11) às 7h de terça-feira (12), a Poal registrou a entrada de oito vítimas de homicídio nos IMLs. Além do corpo do comerciante Amauri dos Santos, foram vítimas de violência: Adenildo Pedro da Silva, 53, vítima de tiros na cidade de Porto Calvo; Cícero do Espírito Santo morto por golpes de arma branca na cidade de Branquinha; José Heleno da Silva, 23, vítima de arma de fogo na zona rural de Coruripe; Evaldo Pimentel da Silva, 24, morto a tiros na zona rural de União dos Palmares; um homem não identificado encontrado morto por arma de fogo na manhã de segunda (11) em Rio Largo; José Inácio Cardoso, 55, morto por arma branca no Sítio Cajueiro, em Limoeiro de Anadia; e Charles de Bezerra Nunes, 20, morto por espancamento em via pública do bairro Catitus, em Arapiraca.
O corpo de José Bernardino Santana, 71, deu entrada no IML de Arapiraca como morte a esclarecer. A vítima foi encontrada morta na manhã de sábado em Igreja Nova.
Fonte: Alagoas24Horas (clique aqui)
Balanço parcial aponta queda nos homicídios, mas número ainda é alto
Polícia registrou redução no número de homicídios no carnaval
Um balanço das ocorrências durante o Carnaval divulgado pela Secretaria de Defesa Social aponta uma redução no número de homicídios em 2013. Os dados que tem como fonte o Instituto Médico Legal de Maceió e de Arapiraca apontam que de sexta-feira (8) até a manhã desta Quarta de Cinzas (13) foram registrados 31 homicídios em todo Estado. Durante o mesmo período no ano passado ocorreram 44 assassinatos.
Ainda segundo os dados do Instituto Médico Legal, a média foi de seis assassinatos por dia. A sexta-feira foi o dia mais violento com oito mortes. No sábado, foram sete casos e nesta terça-feira, seis homicídios. O domingo e a segunda tiveram cinco casos por dia.
Com relação a outros crimes, foi divulgado apenas um balanço parcial de sexta até a segunda-feira. Foram 40 casos de lesão corporal, 48 de roubo, 25 de furto e 22 de porte ilegal de arma, além do registro de dez casos de violação de domicílio e oito de disparo de arma de fogo.
Para o secretário de Defesa Social, Dário Cesar, a redução no número de homicídios durante o Carnaval está diretamente relacionada ao planejamento e as ações das polícias Civil e Militar durante o feriadão. “Este ano tivemos um reforço importante que foi o helicóptero que ajudou, inclusive, no período noturno nos locais de maior movimentação de pessoas”, ressaltou.
Dário Cesar destacou ainda que nenhum dos homicídios teve relação direta com o carnaval ou ocorreu em áreas onde estava havendo festejos. “A redução no número de crimes violentos letais intencionais é um processo que está sendo construído diariamente. Os dados são monitorados e avaliados para que o combate seja feito de forma eficaz”, disse o secretário.
Ainda nesta terça-feira, a Defesa Social deve divulgar o balanço completo com relação a todas as ocorrências do Carnaval 2013.
Fonte: TNH1 (clique aqui)
IML de Maceió recebe 8 vítimas de homicídio
Oito vítimas de homicídio deram entrada no Instituto Médico Legal (IML) de Maceió entre a manhã da Quarta-feira de Cinzas e a manhã de hoje. Duas foram mortas a facadas e as demais a tiros.
Os mortos por arma branca são Leonildo Gomes da Silva, que foi socorrido para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde faleceu; e um homem ainda não identificado, assassinado no Centro de Atalaia.
Foram mortos a tiros Edson Lopes da Silva, em Maceió; Anderson Antônio da Silva, 23, no Tabuleiro do Martins; Antônio Victor dos Santos, 45, Centro de Joaquim Gomes; José Vicente da Silva, 53, na zona rural de Joaquim Gomes; Wilson Barbosa de Lima e Jadson Alexandrino da Silva, ambos morreram no Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, para onde foram socorridos após serem baleados.
Os dados da entrada de corpos no IML de Arapiraca não foram divulgados de forma integral. Segundo o relatório parcial, o IML do Agreste recebeu três corpos: de Valter Marcolino do Nascimento, 33, morto a tiros no Sítio Massapé, zona rural de Feira Grande; Fernando Ferreira Lima, 72, que se afogou no Rio São Francisco, no Centro de Traipu; e um homem não identificado que morreu também no Centro de Traipu, mas cuja causa mortis ainda é indeterminada.
Fonte: Mais.AL (clique aqui)
Carnaval 2013: Balanço parcial da Seds aponta redução do índice de crimes violentos
De sexta até segunda-feira (11) foram registrados 25 homicídios, contra 37 no ano passado
Ascom SEDS
A Defesa Social vem divulgando diariamente o balanço com as estatísticas do Carnaval 2013, que registra até agora uma redução dos crimes violentos letais intencionais (CVLIs). Segundo dados parciais referentes ao período compreendido entre as 18h da sexta-feira (7) até a segunda-feira (11) foram registrados 25 homicídios dolosos, contra 37 ocorridos no ano passado.
Em 2012 ocorreram no período de festa momesca 51 crimes violentos, incluindo a quarta-feira de cinzas, com uma média de 8,5 mortes por dia. No Carnaval deste ano a média é de 6,2 mortes, computando o balanço parcial até o dia 11.
No comparativo, foram registrados de sexta a segunda-feira de 2012, respectivamente 6, 8, 12 e 11 mortes violentas contra 8, 7, 5 e 5 crimes este ano. Até ontem, ocorreram 40 casos de lesão corporal, 48 de roubo, 25 de furto e 22 de porte ilegal de arma, além do registro de dez casos de violação de domicílio e oito de disparo de arma de fogo.
 Os dados com as ocorrências policiais são divulgados diariamente na página da Defesa Social (ascom.sds@hotmail.com), bastando acessar os links de notícias e/ou estatísticas.
Fonte: Secretaria de Estado da Defesa Social – SEDS (clique aqui)
Perceberam como as informações não são precisas? Perceberam como além de não fornecer dados precisos o Secretário Dário César ainda tem o cinismo de dizer que “nenhum dos homicídios teve relação direta com o carnaval ou ocorreu em áreas onde estava havendo festejos”? Perceberam que apesar de toda a propaganda enganosa do governo os assassinatos sempre acabam vindo à tona, abarrotando os IMLs?
Senhores, eu mesmo participei de uma ocorrência no final de semana em que um indivíduo baleado foi socorrido, ainda com vida, mas morreu no hospital. O detalhe é que essa pessoa estava participando do carnaval, foi perseguido por uns três indivíduos que o alvejaram, e o seu nome não consta nos dados da SEDS.
Talvez a frieza dos números, sejam os apresentados ou os reais, quaisquer que sejam, não cause nenhum espanto à sociedade... Mas eu tenho certeza que se a sociedade tivesse acesso ao ossuário dos cemitérios públicos de Alagoas, o sentimento seria – no mínimo – de indignação.
Moral da história: Dário César é um mentiroso, incompetente, e os números das ocorrências policiais no período do Carnaval 2013 não são verdadeiros. E tudo isso só não foi pior por conta de um simples detalhe: mais da metade das prefeituras de Alagoas não realizaram carnaval porque estão quebradas; se não fosse isso, teríamos passado dos 100 CVLI.
Mudando de assunto, dia 21 o nosso tormento salarial continua... E a Greve Branca também!
Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

Guarnição da bef

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