Cartel

Amigos briosianos, ontem, dia 28, foi a data agendada pela SEGESP para a divulgação da"contraproposta" da tabela do nosso realinhamento salarial. Mas, como era de se esperar, e conforme já foi dito aqui em outras ocasiões, a data foi alterada, isto é, foi remarcada para hoje, dia 29, às 15h, mesmo local das outras reuniões.

Sinceramente, acredito que a contraproposta do governo não vá atender às nossas necessidades (se é que existe alguma contra proposta), bem como não irá acalmar o clima de insatisfação que toma conta da tropa. Particularmente, a julgar como estamos sendo representados, credito que esta batalha já esteja perdida, mas apesar de tudo ainda conservo alguma esperança; razão pela qual estou de prontidão para qualquer tipo de manifestações que venham a ser deliberadas pela tropa.

Infelizmente, estamos sendo representados por "lideranças" que não estão agindo como deveriam (e podem) agir. Contudo, se cada um de nós nos engajarmos em prol dos nossos anseios e interesses, certamente essas "lideranças" serão compelidas a marcharem junto conosco. Essa é a razão de ainda levar comigo a esperança de podermos conquistar com braço forte os nossos objetivos.
Hoje, logo mais, será um dia decisivo. Isso porque, após tantas tentativas de negociação com o governo, podemos, em pleno carnaval, adotar a tática de outras coirmãs, ou seja, paralisação do policiamento e fechamento do aeroporto durante período momesco. Lembrem-se, companheiros, bastou que os nossos colegas militares de outros Estados paralisassem as suas atividades para que os governos locais atendessem às suas reivindicações, quais sejam, aumento salarial, redução da carga horária, melhores condições de serviço, etc.
É a vontade popular, muitas vezes caracterizada pelo esperneio, o que legitima a tomada de poder por outras formas, bom como faz com que surjam direitos. Daí o sentido das máximas: "jus esperniandi"e "o direito é fruto de batalhas".
Não adianta olhar pro céu com muita fé e pouca luta. Não adianta ficar nas Unidades ou nos centros de conversas reclamando da situação, do governo, do salário, do comando, esperando que outras pessoas tomem a iniciativa por aquilo que é comum a todos e que também depende de você. A fé sem obras é coisa morta! Por isso, faça a sua parte.
Essa batalha, a nossa, como disse anteriormente, está quase perdida, porque está claro e evidente para todo mundo que nós não estamos demonstrando nenhum tipo de incômodo com tudo o que estamos passando, mas nós ainda podemos virar esse jogo. Para tanto, vocês precisam participar dos manifestos, comparecerem às reuniões, cobrar empenho dos nossos representantes (ASSOMAL – Major Fragoso: 9913-9191, ASSMAL – Sargento Teobaldo: 8844-0283, ACS – Cabo Soares: 8849-0567, ASPRA – Cabo Simas: 9910-4644), pois só assim conseguiremos atingir os nossos interesses.
Por falar em "direitos", "representações" e "interesses", nas próximas eleições partidárias nós podemos aplicar a "lei do retorno" nos pretensos candidatos:
Simas: Governador do Estado. Fragoso: Deputado Federal. Teobaldo: Deputado Estadual. E Soares (nas próximas eleições dos edis): Vereador por Arapiraca.

A Rasteira

Mais uma vez um Oficial Superior da PMAL dá uma verdadeira rasteira nos praças, digna de um verdadeiro mestre de capoeira...
O Oficial, que já é bastante conhecido por nós milicianos, o Coronel Dogival (aquele que mantinha um arem no 5º BPM – clique aqui), aplicou um verdadeiro golpe nos seus comandados. Não sei se a tropa ainda se lembra de um crime que repercutiu no cenário nacional no ano de 2011 e que acontecera no Conjunto Carminha, no complexo Benedito Bentes.
Caso não se lembrem, vou reprisar: “Uma moradora do conjunto, trabalhava na casa de um Praça do BOPE, até que os marginais do Conjunto Carminha ficaram sabendo e resolveram ‘visitar’ a pobre moça. Chegando à residência da mulher, arrastaram a coitada para o meio da rua e lhe arrancaram a cabeça os braços... Logo em seguida escreveram na parede da casa da vítima o seguinte dizer: ‘CABUETA’!” Mas, não foi o simples dizer que chamou a atenção e sim a forma como fora escrito. Senhores, o marginal utilizou o próprio braço da vítima como se fosse um pincel, fazendo escorrer o sangue para compor a sua mensagem.
Enfim, várias mídias noticiaram tal fato e o Estado de Alagoas, mais uma vez, fora visto como um Estado macabro onde os criminosos deitam e rolam. Contudo, o nobre apresentador Jeferson Morais, dedicou em seu programa um grande espaço para cobrir a matéria e solicitar do Comando da PMAL providências no sentido de localizar e prender os algozes da jovem trabalhadora.
Na semana seguinte, o Coronel Gilmar Batinga fez uma grande operação mobilizando mais de 100 policiais com o intuito de prender os delinquentes. Porém, o que não se sabe, ou não se fez saber, é que quem prendeu os criminosos foram TRÊS PRAÇAS DO 5º BPM. Eles, homens de coragem, se dispuseram a formar uma guarnição para atuar no Conjunto Carminha, com um único objetivo: pegar os criminosos. E num curto espaço de tempo, pouco maior que uma semana, localizaram e prenderam todos os envolvidos sem disparar um único tiro.
Com o “desenrolar da guerra”, o Comandante do 5º BPM, feliz da vida, prestou uma homenagem em BGO aos valorosos combatentes reconhecendo o grande feito, e mandou fazer até uma placa para agraciar um (apenas um) dos integrantes da guarnição. Mas o que muitos não sabem, é que o Coronel Dogival ficou com todas as honrarias de uma operação planejada e executada pelos praças.
O Coronel Dogival recebeu a MEDALHA DE MÉRITO OPERACIONAL MARECHAL FLORIANO PEIXOTO (honraria concedida aos militares que se destacarem no serviço operacional), em observância – acredite se puder – por utilizar as técnicas e táticas da PM. Pergunta-se: o Coronel Dogival saiu da sua casa no seu dia de folga, como fizeram os Praças, para fazer diligências no Conjunto Carminha em busca dos criminosos?
Amigos, todos nós sabemos que as técnicas ou táticas empregadas pelo Coronel Dogival, cuja destreza na área é de eficácia indiscutível, é assediar suas subordinadas no serviço administrativo! E, como não bastasse, o Coronel Dogival foi para reserva remunerada e logo em seguida, como complemento do seu “mérito operacional”, foi nomeado para assumir o cargo de Subcoordenador de Políticas Sociais da SEDS, ganhando uma comissão de, segundo os informes, de quase R$ 5.000,00. E OS PRAÇAS, O QUE RECEBERAM?
Bem, mas qual é a finalidade de revelar toda essa situação? Simples! Se os nossos superiores soubessem reconhecer devidamente o mérito e o empenho de cada um, quem ganharia com isso seria a Polícia Militar e principalmente a sociedade, pois com a tropa motivada não veríamos o fracasso de tantos planos (alguns deles até bons). Eu me lembro que na época do episódio da senhora que foi esquartejada, o Coronel Dogival era tido como um dos piores Comandantes de Batalhão, mas bastou o resultado positivo nesse caso, bem como naquele da quadrilha que sequestrou e matou um taxista na área do 5º BPM, para que o Coronel Gilmar passasse a rasgar elogios ao Doja.
Com a tropa desmotivada, nem na base do aperto a coisa flui. Razão pela qual muitos militares já passaram a adotar a “filosofia da cana”: “quanto mais eu sou apertado, mais bagaço eu fico”.
Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

Descaso com a Tropa

Quarta-feira, dia 16 de janeiro... O menor M.D.C, de 16 anos, guiava uma moto Yamarra 250, de cor azul e placa MVC-7835, em companhia de Clebison Fernando Rocha Nunes, de 20 anos. A guarnição da ROCAM (Rondas Ostensivas Com Apoio de Motocicletas) estava em rondas nas proximidades quando avistou a dupla e iniciou a perseguição, já que os jovens não pararam o veículo ao serem avistados pela polícia.
Durante o percurso, o Soldado Fábio Lins Barreto, da ROCAM, do 3º BPM, acabou caindo em uma vala e sofrendo um gravíssimo acidente. Ele foi socorrido ainda no local por uma ambulância do SAMU e foi levado para a Unidade de Emergência do Agreste – onde ficou comprovado, através de exames, que mesmo estando com capacete e todos os outros itens de segurança o soldado acabou sofrendo traumatismo craniano.
Policiais que acompanhavam o Fábio na guarnição prestaram apoio ao colega enquanto outros policiais conseguiram localizar os ocupantes da moto. Ambos foram levados para a Central de Polícia de Arapiraca, onde foi confeccionado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) contra Maria de Fátima Coelho Moazita, 39 anos, que teria entregue a motocicleta aos jovens que eram inabilitados.
Quanto ao Soldado Barreto, ainda no dia do acidente, após alguns procedimentos, cirúrgicos constatou-se que ele entrou em estado de coma. Recentemente ele passou a apresentar inchaço no crânio e os médicos aguardam 48 horas para uma nova avaliação. Diante do exposto, resta fazer uma singela pergunta: “Qual é a real finalidade do CHPM?”
Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!
Enquanto isso, oremos pela recuperação do nosso companheiro.

A batalha do nosso realinhamento salarial

Todo final de ano é assim: o povo fica contente por ver os últimos dias do ano se aproximarem... E acredita que no próximo ano vai ser tudo diferente. Ainda mais quando o ano que termina é repleto de muito pesar, doenças e tristezas (dentre outras coisas). E assim, cheios de expectativas positivas, o povo espera que tudo comece a melhorar já no mês de janeiro, com toda a pompa que tiver direito!
Mas ao chegar o primeiro mês do novo ano, vem novamente as más notícias, uma após outra. Em nossa triste realidade, a de sermos o Estado com o maior índice de homicídios da nação, mais de cento e cinquenta assassinatos já ocorreram nos dezessete primeiros dias do ano, fora os casos de estupro, roubos, violência doméstica, e suas tentativas, etc.
Vê-se, com isso, que ao invés de os tempos tristes cessarem, o novo ano, ao que parece, continua a nos trazer tristezas (em amplo sentido, diga-se). Isso porque, no que se refere ao nosso reajuste salarial, a tropa saiu insatisfeita diante da negativa de reajuste do Governo do Estado durante a reunião ocorrida na Secretaria de Estado e da Gestão Pública (SEGESP), na manhã desta quarta-feira, dia 16.
As nossas lideranças, por sua vez, diante da negativa de reajuste anunciada pelo Secretário de Gestão Pública, Alexandre Lages, voltaram com aquela velha história de um “possível” aquartelamento no período carnavalesco em Alagoas.
Segundo o Secretário Alexandre Lages, “se o governo aceitasse cumprir o percentual proposto [pelas associações], isso geraria um impacto de mais de R$ 15 milhões/mês aos cofres públicos do Estado, que nesse momento ainda não tem como sinalizar com uma contraproposta”.
Apesar da negativa anunciada, uma nova reunião com os presidentes das associações foi agendada para o próximo dia 28, às 15:00h, ocasião em que a equipe econômica do governo irá divulgar o que será analisado com alguns coronéis (“fechados”), já nos próximos dias, longe da presença dos representantes da tropa. Ressalte-se que o impacto da folha de pagamento para o realinhamento vai das patentes de Cabo a Coronel, excluindo-se os Soldados – que, segundo o governo, já tiveram o seu reajuste. A julgar pelo que aconteceu nos anos anteriores, tomara que uma nova dor de barriga não faça com que o representante do governo remarque a reunião para depois do carnaval.
Brincadeiras à parte, senhores, o momento é delicado. Está previsto nas escrituras sagradas que no mundo todos nós passaremos por aflições… Que nem mesmo aos filhos de Deus foi prometida uma vida de facilidades, prosperidade ou boa saúde. Porém, o que está acontecendo conosco é um verdadeiro absurdo. O governador deu um reajuste para a base da tropa dividido em três vezes, enquanto que para si mesmo o reajuste teve o mesmo percentual, em parcela única e com data retroativa a março do ano passado...
Sabemos o quanto é difícil qualquer tipo de negociação com esse governo, por isso propomos que as associações procurem mobilizar a tropa, no sentido de fazer com que os militares de folga sejam conduzidos à frente do Prédio da Gestão Pública, para, juntos, sensibilizarmos o Governo do Estado.
Eis mais uma forte razão para acreditarmos que:
Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

Realinhamento Salarial

A falta de engajamento das Associações Militares em Alagoas nas questões que dizem respeito aos anseios da Tropa oculta muitas verdades. Contudo, a cada oportunidade que surge, onde uma ou outra associação sinaliza no sentido de fazer algo positivo para todos nós, o mínimo que poderíamos fazer é apoiar e comparecer nas convocações.
Depois que fizemos a convocação para a mobilização que está sendo encabeçada pela ASPRA muita gente deu opinião execrando o Cabo Simas, bem como criticando a gente, o Briosa em Foco. A julgar pelos comentários que nos enviaram, a maioria não publicado, óbvio, seria bom que todos continuassem sofrendo as consequências da realidade em que vivem (condições de serviço precárias, salário defasado, escalas de serviço apertadas, etc.).
Ao longo desses dois anos, tempo em que estamos desenvolvendo as atividades dessa página, a gente viu muita coisa acontecer, assim como muita coisa deixar de acontecer. E em quase todas as vezes, podemos dizer que a tropa teve papel decisivo, quase sempre por omissão e passividade.
Logo mais estaremos diante de mais uma mobilização salarial, encabeçada por uma associação, que pode eclodir em uma paralisação no carnaval. O momento de mostramos força e indignação ao governo, ao comando, à sociedade, é agora. Depois não vai adiantar de nada ficar com chororô por conta do que as nossas associações fazem ou deixam de fazer.
Por isso, rogamos a todos os militares que estão insatisfeitos com o reajuste salarial dado pelo governo, que compareçam amanhã em frente do prédio da SEGESP, às 09:30h, para, juntos, mostrarmos ao governo a nossa força, o nosso valor, o nosso repúdio a essa de miséria de aumento que nos foi concedida. Vamos lá, companheiros, a hora é agora, leve um colega que estiver de folga, vamos chamar a atenção da sociedade para a nossa realidade salarial. Contamos com vocês.
JUNTOS SOMOS FORTES!

Sargento Elenilton Tenório (outra estatística...)

Quando você vive em um local onde centenas de pessoas são assassinadas todos os anos, não se surpreende quando até mesmo os integrantes da segurança pública integram o número de assassinados. Afinal, ninguém está livre da violência. Fora a roubalheira dos nossos políticos, bem como dos ocupantes dos cargos de confiança, isso é o que mais devasta o Estado de Alagoas.
Hoje, uma das vítimas de toda essa violência, que parece não ter mais fim, foi o Sargento Elenilton Tenório de Melo, do Corpo de Bombeiros Militar, que foi encontrado morto em um canavial, com marcas de tiros típicas de execução. Segundo seus familiares, ele estava desaparecido desde quinta-feira, dia 10, até ser achado por uma equipe da PMAL, que fazia rondas na região do Bairro do Benedito Bentes, Maceió.
O corpo do Sargento Elenilton Tenório, que tinha 40 anos, foi encontrado na noite de ontem, sexta-feira, dia 11. O seu desaparecimento ocorreu no dia 10, e seus familiares entraram em contato com a corporação no dia seguinte, para fazer a denúncia. Horas depois, após a informação sobre a localização de um corpo, os parentes do sargento dirigiram-se ao local e fizeram a identificação.
Depois disso, uma guarnição do Corpo de Bombeiros esteve no local para verificar a situação e dar apoio aos familiares – que informaram que o sargento servia à Corporação Militar alagoana desde 1994, e pertencia ao quadro de músicos especialistas, exercendo a função de corneteiro do Quartel do Comando Geral do CBMAL.
Apesar de todos nós podermos ser a próxima vítima (disso que o Secretário Dário César rotula de CVLI), nós não aceitamos que coisas assim continuem a acontecer em nosso Estado. Razão pela qual tentamos, a nosso modo, chamar atenção tanto dos nossos comandantes como também da sociedade para o que está acontecendo, pois não dá mais para continuar assim.
Infelizmente, a vida do nosso companheiro não pôde ser salva. Infelizmente, a única coisa que pudemos fazer por ele e sua família foi permitir a dignidade de um sepultamento; algo que para grande parte da população alagoana nem isso é possível.
A todos os familiares e amigos do Sargento Elenilton Tenório de Melo, externamos os nossos pêsames. Rogamos a Deus que a justiça seja feita!

CONVOCAÇÃO: “REALINHAMENTO JÁ”

Alguns leitores estão cobrando um posicionamento nosso sobre à convocação que está sendo feita pela ASPRA, em relação ao nosso realinhamento salarial. O motivo de não termos divulgado nada antes foi bem simples: queríamos ver o engajamento das demais associações, o que até a presente data não aconteceu.
Então, independente ou não da adesão dos presidentes Cabo Soares, Sargento Teobaldo e Major Fragoso, com suas respectivas associações, nós (o BEF) aderimos a este movimento que está sendo encabeçado pela ASPRA.
Para que os amigos leitores vejam a importância desse movimento, queremos lembrar – fazendo uso das palavras de uma das lideranças da ASPRA – que desde o início do mês abril de 2012 as entidades representativas dos militares do Estado de Alagoas (PM e CBM) apresentaram uma pauta de reivindicações ao Governo do Estado, sendo que inicialmente o Governador determinou que o Secretário Alexandre Lajes, ficasse com a responsabilidade de negociar.
Ao longo do tempo aconteceram várias reuniões e até hoje não houve nenhuma proposta sobre o nosso realinhamento salarial. Lembrando que até a presente data os militares alagoanos foram ordeiros, responsáveis e pacientes durante toda a inércia do Governo.
Senhores, é preciso salientar que o atual Secretário de Estado da Gestão Pública em vários momentos não garantiu a devida prioridade no tocante ao realinhamento dos demais integrantes da categoria, já que o Governo do Estado deu uma enorme importância através das propagandas que foram vinculadas na TV, rádio e jornais alagoanos, quando dá criação do famigerado piso salarial dos soldados. Entretanto, até esse momento o Secretário de Estado da Gestão Pública, Alexandre Lages, não tem demonstrado nenhuma vontade de finalizar tal negociação.
O fato é que o tempo vem passando e mais uma vez o Governo do Estado de Alagoas torna com displicência o trato com o servidor publico e se esquece dos compromissos firmados na mesa de negociação. O que está acontecendo hoje é que a tal paciência está acabando.
“Para o presidente da Associação de Praças da Polícia Militar (Aspra/AL), Wagner Simas, o governo continua por enganar a categoria impondo o realinhamento para os soldados. ‘A negociação com as demais patentes já era para ter acontecido, mas até agora nada’, ressaltou. Ele anunciou que um novo anúncio de aquartelamento pode estar por vir, caso o governador Teotônio Vilela Filho não sinalize com uma reposta positiva para a categoria militar.
‘Há quase um ano, a tropa aceitou aquartelar e a partir desta iminência algumas reuniões foram realizadas entre presidentes de associações e secretários de Estado, mas não surtiu efeito. Em fevereiro de 2012, a Secretaria de Estado da Gestão Pública (Segesp) sugeriu uma proposta e a categoria acatou no caso do alinhamento das graduações de cabo a coronel, porém aguarda até hoje’, explicou Simas.
Fonte: ASPRA-AL (clique aqui)
Diante de todos os fatos aqui relatados, o Briosa em Foco CONVOCA todos os PMs e BMs do Estado de Alagoas, para comparecer no dia 16 de JANEIRO, às 9:30h, na Secretaria de Estado da Gestão Pública – SEGESP, situada à Rua Barão de Penedo, 293, Centro, Maceió.

Locação de Vtrs: um assalto camuflado

Em 04 de abril do ano passado (na postagem “O esquema do fraudulento consórcio”), nós alertamos sobre o mau uso de dinheiro público, capitaneada pelo “ainda” Secretário Dário, o César, e seus assessores diretos, dentre os quais citamos o Comandante Geral da PMAL, tanto o antecessor quanto o atual, como cúmplices nesse esquema.
Sendo assim, não foi nenhuma novidade nos deparamos com a seguinte matéria:
Estado aumenta gastos com locação de veículos em mais de 42%
O governo fechou 2012 com dificuldades até para pagar o 13º dos servidores.  Para enfrentar a crise financeira o governador mandou “apertar os cintos”.
A ordem era reduzir gastos, mas não foi seguida à risca. Já mostrei aqui que o Estado aumentou as despesas com diárias. Agora acabo de fechar o levantamento com os gastos com a locação de veículos.
O aumento dos gastos com diárias foi de “apenas” 6%, praticamente a reposição da inflação. Já o aumento dos gastos com locação de veículos pelo Estado foi surpreendente. As despesas com essa rubrica, de acordo com o portal da transparência, saltaram de R$ 32,7 milhões para R$ 46,3 milhões entre 2011 e 2012. Uma considerável alta de 42%.
O maior aumento de gastos com locação de veículos foi registrado pela Secretaria de Educação, com despesas de R$ 18,7 milhões em 2012 ante R$ 11,4 milhões em 2011.
Em seguida, os maiores aumentos foram registrados pela área da Segurança, com destaque para a PM que ampliou as despesas em quase 900%, saltando de R$ 370 mil para R$ 3,69 milhões. Já a polícia Civil dobrou os gastos, saindo de R$ 576 mil para R$ 1,13 milhão. A SDS aumentou cerca de 20% os gastos com locação, saindo de R$ 8,2 milhões para R$ 9,9 milhões.
Roda com o que?
Nem de longe os gastos com combustíveis acompanharam os aumentos de despesas com locação de veículos. Em 2012 o Estado gastou R$ 17,19 milhões com combustíveis e lubrificantes, apenas 1% mais do que foi gasto no ano anterior (R$ 16,96 milhões).
Confira
Preparei uma tabela com o comparativo de gastos de locação de veículos, relacionando as 15 maiores despesas:
Fonte: Blog do Edvaldo Júnior (clique aqui)
Os números destacados falam por si só, sendo desnecessário de nossa parte tecer qualquer comentário sobre o fato. Apesar disso, gostaríamos de lembrar o que um Cabo de Polícia (o Cabo Montana), sem muito estudo, conseguiu prever (clique aqui):
“Segundo pode-se perceber, o Estado paga a este “consorcio” por ano, pela locação de viaturas o equivalente a R$ 16.026.000,00 (dezesseis milhões e vinte e seis mil reais) por pouco mais de uma centena de viaturas. O que significa dizer, em termos arredondados, que paga-se o valor equivalente a pouco mais de R$ 5 mil reais por mês, referente a cada viatura “locada”.
(...)
Assim, vemos que em detrimento ao bom uso dos recursos estatais, temos um negócio (se é que se pode chamar assim) que insere na Polícia Militar 100 viaturas (que não são do Estado) pelo preço de 500 viaturas (que seriam patrimônio estatal) lesando os cofres públicos num negócio que poderia aumentar o contingente de veículos em pelo menos 400 unidades.”
Seria “interessante” se o Ministério Público, que anda tão preocupado em investigar as tão comentadas séries de decretos de urgência no interior de Alagoas, investigasse o que há por trás da locação que de tantas viaturas – em detrimento da frota das corporações.
Apesar de tudo, um outro fato inerente aos gastos com locação é de chamar atenção. Vejam os valores atribuídos ao Corpo de Bombeiros, que apesar de toda essa onda de violência e demais ocorrências inerentes à prestação de socorro, quase que não teve aumento com os seus gastos.
Para finalizar, já que o assunto é gastos, vocês estão lembrados daquelas câmeras de vídeo monitoramento que segundo Dário César custaram mais de R$ 100.000,00 cada? Pois é, os malas estão de olho nelas e já levaram umas três (clique aqui).
Então fica assim: “enquanto o ladrão rouba outro ladrão, a gente faz de conta que protege a sociedade (clique aqui).”
Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

Polícia Militar: dois séculos e um grande equívoco

“O corpo tem atualmente 502 praças, todas desfardas [...]. O corpo ressente-se também da falta de armamento [...]. O que está servindo acha-se em péssimo estado e incapaz de inspirar confiança”’. Relato do Comandante Interino do Corpo Policial Permanente de São Paulo, em 25 de fevereiro de 1878 – 134 anos atrás.
Se militarismo fosse sinônimo de competência e produtividade, não se enganem que Bill Gates militarizaria a Microsoft e o bilionário indiano Lakshmi Mittal não investiria seu rico dinheirão na indústria do aço, preferiria formar exércitos disciplinados e hierarquizados para construir seu império capitalista.
Não estamos querendo dizer aqui que os quartéis são a moradia da incompetência. Não se trata disso. O problema é que no Brasil o militarismo nunca se contentou com o seu devido lugar: o quartel, e sempre esticou os tentáculos para fora, metendo o nariz nos assuntos estranhos ao ambiente da caserna.
Por exemplo? Política e polícia são dois lugares incapazes de conviver com o militarismo. Sobre a política, a má ingerência acabou em 1985, com o restabelecimento do poder aos civis, eleitos pelo voto (em 1989, na verdade). Mas a polícia continua a carregar nas costas o peso morto da militarização desprovida de qualquer sentido no mundo de hoje.
Muita gente patologicamente saudosista – e sem vivência política – fala e até deseja a volta dos militares ao poder. Essas pessoas acham que os quartéis são os redutos da honestidade e as ilhas de moralidade e respeito às leis do País. Outro ledo engano.
Ditadura
Mesmo não sendo esse o foco da postagem, nunca é demais lembrar o balanço da ditadura militar nos 20 anos à frente do país.
A conta negativa do Brasil virou um rombo em poucos anos. Em 1970, a dívida externa era de 5,3 bilhões de dólares; em 1980, já tinha se tornado um pesadelo de 53,8 bilhões.
Em matéria de distribuição de renda, foi grande o estrago feito pelos militares e seus tecnocratas. Em 1985, os 20% mais ricos da população ficavam com quase 70% da riqueza do país (...).
(...) a ditadura significou o sucateamento das universidades públicas. (...) o sucateamento decorreria da política educacional global, que estimulou a criação de instituições privadas. “Na prática, houve privatização do ensino superior”, avalia Demerval Saviani.
Trechos do Texto “Ditadura: a cara e a coroa”, de Tamis Parron, publicado no site Guia do Estudante – Editora Abril.
A economia e a política se livraram dos quartéis. Entretanto, o povo brasileiro – através dos seus lerdos representantes (os constituintes) – depois de se ferrar por tantos anos de ditadura fardada no país, resolveu deixar a polícia nas mãos do militarismo, da espécie, diga-se. Uma opção totalmente inversa e inconciliável, eu diria, com ventos democráticos soprados pela noviça ordem constitucional e política da nossa nação pós 1988.
A mesma polícia incumbida de guardar a lei e a ordem e de proteger a vida e a integridade das pessoas herdou a nódoa antidemocrática, xenofobista, reacionária e intolerante de um militarismo que mandou e desmandou nos destinos do Brasil por duas longas décadas, apontando tanques de guerra contra a cabeça do povo.
A polícia brasileira nunca funcionou direito porque nunca foi uma polícia de verdade. Foi sempre um corpo militar, uma corporação híbrida imensamente preocupada com a tendência castrense e dedicada mais aos regulamentos do que ao trabalho de polícia propriamente dito. E o resultado não poderia ser outro.
200 anos de trapalhadas
Observe alguns trechos sobre a Polícia de São Paulo (criada em 1831), publicados pela Revista de História da Biblioteca Nacional, edição n. 84, p. 76/79:
Aparelhamento
“[...] Por um lado, tratava-se de uma corporação militarizada, munida de um arsenal disciplinar severo, com uma proposta ideológica modernizadora; por outro, era uma instituição que não conseguia controlar os policiais, incapaz de aparelhar-se adequadamente e inapta para instruir a tropa [...].”
Resultados/eficiência
“[...] o CPP (Corpo Permanente de Polícia) não cumpriu as expectativas do governo. Afinal, em nenhum momento serviu de bastião civilizador e mostrou-se ineficiente no desempenho da atividade-fim: o combate ao crime e a manutenção da ordem.
Condições de trabalho
“[...] As constantes falhas no fornecimento de armamentos e de fardas e a falta de condições nos quartéis eram motivos para reclamações intermináveis.”
Mensalinho/Furadas
“Uma denúncia de um indivíduo chamado Reniebed Martomaqui, publicada no prestigioso jornal A Província de São Paulo ajudou a desvendar um esquema antigo de abusos e desvios praticados por praças e oficiais de polícia. (...) Reniebed declarou ao jornal que tinha sido obrigado a pagar mil réis para o comandante, montante esse que seria destinado a financiar o fornecimento de água para os soldados e a limpeza do quartel.” (Grifamos).
Abuso de Poder/autoridade
“Num ofício indignado o juiz municipal da cidade relatava o vexame promovido por policiais do CPP: (...) o sargento Antônio Pinto de Mendonça prendeu o soldado casado Emílio Villela de Alvarenga, pegou na mulher deste e serviu-se dela no quartel.”
A reportagem da revista finaliza da seguinte maneira: “Como resultado, a atuação da polícia paulista do final do Império ficou muito aquém do que sonhavam os idealizadores.
O quer era pra acabar no século XIX, pelo inequívoco fato de não ter dado certo, ou seja, a militarização da polícia, continua até os dias de hoje, com os mesmos problemas crônicos de uma polícia presa a uma ideologia atrasada, que não contribui para a transformação da PM em uma força moderna, livre das amarras militares e dedicada exclusivamente à proteção da sociedade civil.
E cada dia que passa, alguns oficiais pioram ainda mais as suas atitudes e práticas dentro dos quartéis. Eles insistem, dissimuladamente, em “acreditar” nesse sistema com 200 anos de fracassos, sem nunca ter alcançado os objetivos para os quais foi criado.
É nesse ambiente pouco dado ao diálogo, às discussões de ideias e à liberdade de pensamento, que se levantam figuras como Gilmar Batinga, Luciano Silva, Mário da Hora, Dário César e tantos outros senhores pobres de pensamento, capazes de tomar atitudes tão absurdas quanto às do sargento que em 1879 prendeu o soldado e se serviu da mulher do coitado, na frente dele.
É por força desse sistema, que a gente aceita se estrepar em uma escala de 12x24h x 12x48h de serviço (24x48, em várias unidades do interior), sem remuneração das horas extras ou adicional noturno, sem alimentação adequada.
É por conta disso que o salário do Guarda Municipal de Maceió pode chegar a até R$ 5.000,00 em alguns casos e o do soldado é de R$ 2.200,00 (menos 11% e o imposto de renda).
Daqui á 100 anos alguém poderá contar a história da nossa corporação, atrelada ao militarismo, com o mesmo resultado da história da Polícia do Império.
Vai ter história de furada, de mensalinho (não para financiar “a água dos soldados”, mas para “ajudar ao batalhão”), de abuso de poder, de escalas miseráveis, salários idem...
No final das contas, a publicação futurista vai terminar afirmando o óbvio: a polícia militar não foi eficiente no combate ao crime no século XXI.
Nem será no século XXII, nem será nunca.
A não ser que o Brasil olhe para trás e conserte esse terrível equívoco de meter o militarismo dentro do organismo policial, desfigurando-o, transformando a polícia – que deveria ser ágil nas suas respostas – num elefante branco, pesado, velho, preconceituoso, caro e sem serventia nenhuma.
“Há soldados armados, amados ou não, quase todos perdidos, de armas na mão. Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição: de morrer pela pátria e viver sem razão.”
Quem quiser seguir essa lição, fique à vontade. De minha parte, eu tô fora!
Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

E pode isso é, Gilmar?

O “giroflex” rotacionava suas luzes azul e vermelha em revezamento cromático, enquanto, de pé, não conseguíamos controlar o movimento de nossas pálpebras que teimavam em fechar. Era sono!
A porta mal fechada do CPC se abre e, de lá, surge a figura do seu Comandante: o Coronel Gilmar Batinga. Soa-nos estranho, sabendo que há menos de cinco anos o hoje “Coronel Fechado” era um neófito major... Coisas da hierarquia.
Perfilados, de frente ao pátio, estávamos nós, como outros tantos “severinos”, rígidos e de pé, como se fossemos manequins, alinhados de frente ao comando. Éramos homens e mulheres, alguns saídos de casa, outros deslocados de diversos setores da cidade para cumprir as “determinações extras” de policiamento, elaboradas por tão sábio “policiólogo”.
Quem vê hoje a pose de Gilmar Batinga, o oficial, jamais imagina a figura do vetusto Gilmar Batinga, o praça, cujos documentos não registram com fidelidade o que a memória jamais irá esquecer. Típicas histórias que são passadas boca a boca da tropa, de um para outro. E com tamanha riqueza de detalhes, que chega a ser o registro castrense mais fiel.
Nem a mais fantasiosa imaginação poderia alcançar o hoje poderoso Gilmar Batinga, imbuído do policiamento do centro da Maceió (no final da década de 80), encolhido às marquises dos restaurantes e lojas, sob o frio da madrugada, deitado ao chão de pedras do calçamento envolto a um papelão – na acepção mais clara do que possamos qualificar à palavra – vagabundo.
O mesmo arrochado “Gilmar” dos dias contemporâneos, não fosse a farda a lhe distinguir dos mendigos, aquela época não passava de um dos mais folgados militares que já cruzaram o Portão das Armas do Quartel do Centro.
Hoje, à frene do Comando do Policiamento da Capital, Gilmar opera milagres em busca da manutenção do binômio pilar. Administrando o maior comando da organização castrense, é preciso recriar a própria imaginação para conseguir compreender o esforço que Gilmar faz para punir aqueles que deseja ver sob controle.
Não há, nas camadas mais elementares da tropa – e nisso incluem-se o oficiais subalternos –, aquele que não tenha sido vitimado com uma das “marotices” disciplinares do Batinga; nesse ponto, a imagem evangélica parece mais apropriada: o buraco da agulha se assemelha ao malfeito praticado pelo militar, e o camelo que atravessa são os procedimentos movidos para punir. “Partes” colidem amontoando-se, Sindicâncias enfileiradas aguardam a sua solução sobre as mesas, numa confusão entre necessidade e abuso, onde a defesa do militar é o que menos importa, pois a “solução de Gilmar”, numa analogia apreciada por este, é uma sentença que percutirá para o militar como um ânus que se alarga com muita dor dos esfíncteres.
Mas não, nem sempre foi assim. Nem sempre é assim. Nem todos os que entram como acusados são efetivamente punidos. No dia 28 de novembro de 2011, por conta de uma vaga de estacionamento para um veículo particular defronte ao QCG, houve uma situação que, por pouco, não desaguou em tragédia com disparos de arma de fogo e agressões físicas mutuas.
Isso, porque o Soldado Fabionney (fardado e de serviço no estacionamento do Quartel Geral) desentendeu-se com o também soldado Frankilin (que, à época, estava paisano, em veículo particular, pretendendo adentrar no estacionamento do aludido quartel, sem possuir em seu veículo o tal adesivo do QCG). Dizem que a coisa foi feia. E para sedimentar esse entendimento, fazemos uso do documento abaixo, que nos chegou por um de nossos mais fieis colaboradores:
Como se vê, e sem adentrar no mérito da culpabilidade dos dois soldados, o Coronel Gilmar, sabe-se lá se tencionando “ponderar as suas veredas”, como já o sugestionamos, fora hábil em dirigir-se à Corregedoria e interferir na abertura do procedimento, coberto de “boníssimas intenções” (ou para proteger subordinado direto, numa hipótese mais maquiavélica).
Retorno então ao momento anterior, onde este mesmo Gilmar prelecionava a nós, a Tropa, ressaltando as implicações da ausência em qualquer destas extras por ele elaboradas, cobrando não só o cumprimento resignado de nossa parte, bem como usando a analogia porca e pobre acerca de uma “trozoba” que poderia adentrar às partes pudicas de alguém. Linguajar adequado a um comandante, decerto.
Diante do exposto, cabe a nos perguntar-nos, de forma singela: “Gilmar, que moral tem tu de punir alguém?”
Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

De Dalmo a Dimas

Outro dia, lá na ASSOMAL, vi quando alguns amigos conversavam sobre o atual Comando da PMAL e o que o antecedeu. É claro que o nome do Coronel Dário César também foi citado e, como não poderia deixar de ser, o nome do Coronel Sena também foi lembrado.
Particularmente eu acho que a PMAL sofreu retrocessos desde a gestão do Coronel Dalmo Sena, mas, convenhamos, sua presença à frente do Comando da PMAL foi muito melhor que a dos coronéis Dário César, Luciano Silva e Dimas Cavalcante. Vejamos algo que confirma essa afirmação:
Comandante da PM apresenta propostas para beneficiar militares
Uma das medidas se refere às folgas do Policiamento Ostensivo Voluntário
Agência Alagoas
O Comandante da Polícia Militar de Alagoas, Coronel Dalmo Sena, propôs para uma comissão composta por oficiais da corporação, três projetos que beneficiarão policiais militares da ativa e da reserva.
A primeira delas refere-se à troca das folgas por serviços remunerados, o chamado Policiamento Ostensivo Voluntário (POV). A ideia, já implantada no Estado vizinho de Pernambuco, é colocar mais policiais nas ruas com o reforço voluntário e remunerado dos militares.
Um outro projeto trata do emprego de policiais militares da reserva e que ainda possuem boa capacidade física em trabalhos que requer menos esforço, como é o caso da segurança patrimonial prestada nas assessorias militares de órgãos públicos. Com isto, segundo o comandante, o número de policiais na ostensividade teria um aumento. Já o projeto de inventivo visa oferecer uma gratificação para o policial militar que, durante a rotina de trabalho, conseguir apreender armas de fogo.
A comissão que irá analisar os projetos é composta pelo subdiretor de Finanças, e subdiretor de Pessoal da PM e pelo subcomandante do de Policiamento da Capital. Os oficiais terão um prazo de quinze dias para apresentar ao comando geral as minutas de projetos de lei que dispõe sobre a indenização por reforço do serviço operacional para militares que estejam de folga, premiação pecuniária para apreensão de armas de fogo e emprego de militares inativos para realização de segurança patrimonial em prédios públicos.
Fonte: Gabinete Civil (clique aqui)
É cediço que o Coronel Dalmo Sena deixou a desejar em muitos pontos. Mas pelo menos ele teve coragem e iniciativa para propor melhorias para a tropa, bem como teve envergadura para denunciar o esquema milionário da locação de espaço para instalação das torres de telefonia em área militar – assunto este que até o presente momento o GCOC ainda não apurou.
Diante do exposto, pergunto: “O que fizeram os coronéis que vieram depois do Coronel Dalmo Sena?”
Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

Guarnição da bef

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