A Casa de Nivaldo

Quem pode explicar o fato de a 1ª CPM funcionar a custo zero numa casa particular?
Enquanto o “nosso” comandante psicótico tenta segurar a falsa bandeira da independência e da isenção de seu comando decrépito à frente da PM, coisas mais cabeludas do que caranguejo uçá mostram que esse arauto da incompetência e da empáfia fardada é mesmo um digníssimo crápula.
Afora os batalhões de área como o 1º, 4º e 5º, e tantas unidades bobinhas que vivem “arrecadando” dinheiro vivo dos “parceiros” (eles mesmos, empresários e comerciantes extorquidos na cara-de-pau, tipo shopping Iguatemi, comerciantes do Centro, Usina Cachoeira, Shopping Pátio Maceió, fazenda do empresário Álvaro Vasconcelos etc., etc., etc. Rapaz, isso dá uma dízima periódica de eteceteras; não é, “Doja”?), outras “parcerias” ajudam a ridicularizar ainda mais o discurso meloso de que na atual gestão da SEDS a PM não sofre “interferência política” estranha à corporação. Se engane quem quiser!
Para quem ainda não sabe, fomos informados por colegas da 1ª Companhia de Polícia Militar Independente, sediada em São Miguel dos Campos, que a casa onde funciona aquela unidade da PM pertence a Nivaldo Jatobá, forte empresário e ex-prefeito de São Miguel.
E daí, qual o problema? A casa poderia ser alugada pelo Estado. Só que não é assim, compadre. A PM ocupa, de graça (?), o imóvel – patrimônio privado – do ex-prefeito. Não se conhece contrato algum entre a Administração Pública e o político empresário.
O BEF solicitou a dois colaboradores, da D.F. e da DAL, que vasculhassem algum documento oficial capaz de legitimar a posse da casa. Resultado: nada! Tem mais coisa: segundo as informações mais detalhadas, o Senhor Jatobá paga também as contas de água e de luz, parte da alimentação e ainda dá um “por fora” para a unidade militar.
A nossa dúvida talvez seja a mesma que você tem em mente, caro(a) briosiano(a). Qual é o empresário, e muito menos o político, que dá alguma coisa de graça sem querer nada em troca?
Porque até onde eu me lembro, e isso não é culpa dos dois neurônios que costumam dizer que nós mulheres temos, São Francisco de Assis não era empresário, nem tampouco político. Isso, no mínimo, cheira, ou fede, a prevaricação e recebimento de vantagem ilícita da parte dos gestores da SEDS.
A atitude do empresário é até louvável, e ele está isento de culpa, a nosso ver. Mas o agente público não pode obter esse tipo de vantagem; muito embora o secretário anterior tenha levantado a bandeira da licitude nesses tipos de “parceria” que a PMAL costuma fazer.
Luciano (segundo as más línguas, está cada dia mais louco e isolado) vira a cara a essas e outras irregularidades que contribuem, essas sim, “para o desprestígio da corporação”, defeito que ele adora apontar nos outros.
Depois dessa eu quero só ver o Luciano ou o Dário falarem na imprensa que a PM não sofre ingerência política de ninguém. É, mas pensando bem, eles vão ter essa cara-de-pau, sim. Da mesma forma que tiveram quando afirmaram para imprensa que existia um pedido de vistas na PGE sobre o processo que resultou na exclusão do Cabo Samuel, algo que nunca existiu (é só fazerem uma consulta naquele órgão). Acho que na relação de compras do rico cassino do comando deve ter óleo de peroba a fole.
Há um ditado que diz mais ou menos assim: o cão não morde a mão de quem o alimenta.
Aonde eu quero chegar?
Bom, é pouco provável que o Senhor Jatobá precise de “favores” da PM. Porém, na qualidade de político ele pode, e certamente “poderá”, desde que alguém o peça, influenciar nas ações policiais potencialmente contrárias a prováveis interesses de aliados e eleitores locais. Jatobá pode, do alto de seu poder, prestígio político e “doações”, botar a cúpula maluca no “bolso”.
O adestrado Lulu morderá a mão de Mister Nivaldo?
“Um pedido do doutor Nivaldo aqui é uma ordem”, disse um dos informantes da 1ª Cia.
Será também por isso que Orlando Manso não quer a PM na eleição?
(Oh, Deus, coitados dos candidatos de oposição...).
Mesmo que o poderoso empresário não exercesse influência nenhuma na PM de São Miguel, continuaria a vergonha dessa doação sem previsão de lei ou contrato legítimo entre ele e o Estado. Vergonhoso para o Comando da PM enquanto governo, não para o ex-prefeito.
Levantada a polêmica, agora resta somente esperar que o MP retire dos olhos a venda que impede o parquet de enxergar os erros grosseiros dessa cúpula lazarenta da SEDS.
Enquanto isso, tem tanta gente sem casa própria...
Vamos lançar um desafio?
Quem não tiver casa nem como pagar aluguel caro, envia um e-mail para o grupo do doutro Nivaldo Jatobá e pede para morar de graça em um dos tantos imóveis do ex-prefeito. Depois, é só ficar aguardando a resposta...
E se o doutor Jatobá, além de lhe ceder o imóvel, ainda pagar suas contas? Quer saber? Vá tirando seu cavalinho da chuva. Essa façanha não é pra todo mundo.
Em tempo: desejamos que o Cabo Romildo Soares Freitas, “residente” na Casa de Nivaldo, se recupere bem do acidente automobilístico que sofreu quando estava dirigindo a Vtr prefixo 21-0959.

O Relatório

É ponto pacífico: para qualquer administração de qualquer empresa que se preze o seu maior bem reside nos recursos humanos, e a nossa instituição não foge à regra. Tecnologia e equipamentos de nada servem quando o fator humano não é bem conduzido, ainda mais quando direitos consagrados em leis não são respeitados. Assim sendo, e considerando a necessidade de fomentarmos um debate jurídico perante a sociedade no que toca os direitos dos militares, a determinação judicial do Auditor Militar até então não cumprida, bem como a forma como militares do serviço ativo da PM estão sendo tratados em um presídio civil, estamos divulgando (na íntegra) para toda a sociedade alagoana o relatório sobre a situação dos militares “residentes” no Presídio Baldomero Cavalcante:
POLÍCIA MILITAR DE ALAGOAS
COMANDO DE POLICIAMENTO DA CAPITAL
BATALHÃO DE POLÍCIA DE GUARDAS
RELATÓRIO DE VISITA A PENITENCIÁRIA MASCULINA BALDOMERO CAVALCANTE DE OLIVEIRA
DA VISITA PARA INSPEÇÃO DE CELAS
A visita de inspeção às celas onde estão os presos policiais militares na Penitenciária Masculina Baldomero Cavalcante de Oliveira, que custodia presos civis e policiais militares condenados e sub judice para dar cumprimento às penas privativas de liberdade, em regime fechado e com segurança máxima. Trata-se do maior complexo penitenciário do Estado de Alagoas. A estada do corpo de oficiais do BPGD foi previamente sancionada entre o Superintende da SGAP e do Comando Geral da PMAL.
A visita e inspeção das celas dos presos policiais militares foram compostas das seguintes autoridades: 01 TEN CEL QOC PM, 01 MAJ QOC PM, 01 CAP QOC PM e 02 TEN QOC PM, (todos do BPGD), 01 Diretor do GIT (Grupo de Intervenção Tática), 01 Diretor da DUP (Direção de Unidades Penitenciarias), 01 Diretor da Penitenciária e 18 Agentes Penitenciários.
A visita se fez no dia 20 de janeiro de 2012, das 6h10min, às 9 horas, com duração de 3 horas.
A penitenciária masculina Baldomero Cavalcante de Oliveira está sob a fiscalização da Superintendência Geral da Administração Penitenciária, (SGAP) e que os policiais militares lotados no módulo denominado COC (Centro de Observação Criminológica) estão sob a tutela da Secretaria Estadual de Defesa Social.
A recepção na penitenciária masculina Baldomero Cavalcante de Oliveira foi feita pelo Diretor das Unidades Penitenciárias – Luciano Gonçalves Neto para assuntos do sistema interunidades penais. Nossa visita foi ladeada pelo CAP QOC PM Anízio, Diretor do GIT e pelo Sr. André, Diretor da Unidade Penitenciária.
Na entrada da penitenciária, foi realizado um conclave com o TC QOC PM Elvandro - Cmt do BPGD, MAJ QOC PM - Xavier Sub Cmt do BPGD, Sr. Luciano Diretor da DUP, CAP QOC PM Anízio Diretor do GIT e o Sr. André Diretor da penitenciária visitada ficou acordado que a segurança intra-celas e extra celas, as abordagens aos presos, as inspeções as celas e as apreensões dos materiais eletroeletrônicos e eletrodomésticos encontrados ficariam a cargo dos agentes penitenciários e que o corpo de oficiais policial do BPGD fiscalizaria e concomitantemente realizaria memória fotográfica do evento, considerando que não haveria qualquer visita sem registro fotográfico.
DAS CONDIÇÕES ENCONTRADAS NA PENITENCIÁRIA MASCULINA BALDOMERO CAVALCANTE DE OLIVEIRA.
A área que se encontram os policiais militares tem um pátio 15 metros quadrados que se destina ao banho de sol, uma segunda área com cobertura para recebimento das visitas e serve de local para as refeições dos policiais militares presos, considerando que nas celas não há condições nem espaço físico para realizarem as refeições, o compartimento das celas no total de oito, dividida em duas alas de quatro celas, todas as celas tem capacidade para quatro presos o que viola as leis e regras internacionais mínimas para tratamento de presos.
As alimentações são servidas em quentinhas pelo BPGD seguindo um cardápio elaborado pela própria unidade, contudo segundo os presos (PM) alegam que a comida vem totalmente mexida e a embalagem semiaberta, o café é enviado do BPGD em garrafas térmicas, porém quando passam pela revista é retirada da garrafa e colocado em garrafa plásticas peti de qualquer marca de refrigerante, sem o mínimo grau de higiene, fatos estes observados por este Oficial Superior e comprovações fotográficas abaixo:
As celas são coletivas as que podemos chamar de “cela micro-ondas”, tem banheiro (não há porta) e chuveiro, possuem seis metros quadrados. Não há privacidade alguma, contrariando a Lei de Execução Penal.
O Sr. Luciano Diretor das Unidades Penais nos entregou uma cópia da Portaria nº 223/SGAP, de 20 de outubro de 2011 que versa sobre disciplinamento do uso de eletroeletrônicos e eletrodomésticos no interior das Unidades Penitenciárias do Estado Administrativo de Alagoas.
Os presos (PMs) relataram que suas famílias, esposas e filhos (as) não têm acomodações e momentos de descontração ou quando fazem refeições sentam no chão em frente ao corredor das alas das celas.
Não há qualquer atividade laboral para os presos policiais militares.
Nos dias de visitas a segurança inexiste para presos (PMs) e seus familiares visitantes, o que é extremo estado impactante.
No caso de uma insurreição (rebelião armada) por parte dos presos comuns dos módulos 1, 2 e 3, colocará em alto risco as vidas dos presos policiais militares.
Quando da nossa conferencia da população carcerária policial militar, constatamos que há uma heterogeneidade de pessoas que estão condenadas e sub judice, bem como ex-agentes de segurança pública (não sendo policial militar da ativa). A administração do presídio disse nada poder fazer.
No rol nominativo dos presos, perlustramos a existência de um policial militar da PMSE, SD PM SE Nº 6732 JONAS KILDERIS DE OLIVEIRA LIMA.
Os presos policiais militares não recebem o kit de higiene que tem que ser dado semanalmente a todos os presos.
O Estado Administrativo, que restringe a liberdade destes homens quando lhes aplica uma pena (condenado) ou Sub Judice (presos provisórios), que exige para outros cidadãos tratamento digno no trabalho, este mesmo Estado, infringe sua legislação para com aqueles que assumem custódias prometendo ressocialização, negando-lhes direitos fundamentais estabelecidos na Carta Magna nossa Constituição da República Federativa do Brasil (CRFB), a saber:
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
I - a soberania;
II - a cidadania;
III - a dignidade da pessoa humana;
Onde pode ser constatada a observância do Princípio da Dignidade da Pessoa Humana quando presos não trabalham, não estudam numa unidade prisional de segurança máxima sem o prover estatal, que o Estado Membro tem obrigação de fornecer. Que exemplo mais tosco dos responsáveis pela inclusão futura destes homens em sociedade! Não só a CRFB lhes assegura um tratamento digno, como também a legislação infraconstitucional, a CLT assim determina para empresas que estão sob a sua fiscalização, na Penitenciária Masculina Baldomero Cavalcante de Oliveira seria diferente?
ALIMENTAÇÃO: as três etapas são fornecidas pelo BPGD.
ÁGUA MINERAL: são adquiridas pelos próprios presos.
ANOMALIA PSÍQUICA: temos 2 (dois) casos.
ASSISTÊNCIAS: médicas, psicológicas, social, jurídica, religiosa e educacional, transcorre de forma muito precária.
BANHO DE SOL (SOLÁRIO): os presos ficam circulando internamente no pátio saindo das celas às 7h retornando às 17h.
CAPACIDADE: para 32 (trinta e dois) presos.
POPULAÇÃO ATUAL: 30 (trinta e dois) presos, sendo 22 (vinte e dois) presos militares.
SUPERÁVIT: 02
CELAS COLETIVAS: todas.
CONDENAÇÕES: 18 (dezoito) em graus de recursos.
REGIME FECHADO: todos.
CHAMADA CARCERÁRIA: é realizada pelo GIT.
CONTATO COM O MUNDO EXTERIOR: através das visitas sociais e de foro íntimos.
DISTRIBUIÇÃO DE PRESERVATIVO: não há programa de prevenção em desfavor das doenças infectocontagiosas, ou seja, não há entrega de preservativos para os presos quando de suas visitas de foro íntimos.
EM CASO DE DOENÇAS: os presos são transladados para o CHPM e/ou HGE em uma viatura do BPGD.
ENFERMARIA HOSPITALAR: não para os policiais militares.
ESTRUTURA FÍSICA DAS CELAS: classificadas como boas.
FUGAS: não há.
INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA: não existe classificação da tipologia criminal (como em todo o Brasil).
MATERIAL DE HIGIENE: todos são adquiridos pelos próprios presos.
NÚMERO DE MÓDULOS (PAVILHÕES OU ALAS): 01(um) dividido em duas alas de quatro celas.
PREPARAÇÃO PARA A LIBERDADE: não há trabalhos voltados para a ressocialização dos presos.
SALA DE TRIAGEM: não existe.
SAÍDA DOS PRESOS PARA AUDIÊNCIAS: ainda falta doutrinar de quem será a responsabilidade do translado com escolta dos custodiados militares, inclusive no dia da referida inspeção, observamos um mal estar entre o Sr. Luciano – Diretor do DUP e um PM custodiado, pois o ainda PM se recusou em ser escoltado por agentes penitenciários, houve uma discussão bastante constrangedora, sendo necessária nossa intervenção para evitar maiores transtornos.
SAÍDAS NÃO AUTORIZADAS: não existem.
TRATAMENTO PSIQUICO: era realizado pelos profissionais da área de saúde da PMAL quando os custodiados estavam na área do Trapiche da Barra, agora não mais.
VESTUÁRIO: não há padronização de vestimentas para dos presos.
VISITAS SOCIAIS: as sextas-feiras (área para recebimento das visitas, conforme foto abaixo):
VISITAS DE FORO ÍNTIMAS: as sextas-feiras. A legislação brasileira é silente = silencia sobre o número de visitas permitidas aos presos, bem como o tempo de sua duração, também não estabelece se as visitas são abertas ou fechadas ou se permitem algum tipo de contato. Da mesma forma, não existe qualquer previsão legal sobre as visitas de foro íntimo e visitas familiares com crianças.
VISITAS DE JUIZES E PROMOTORES: desde os traslados dos policiais militares não ocorreu estadas das referidas autoridades.
CONCLUSÃO AVALIATIVA:
Foram constatadas diversas irregularidades (ver do item alimentação a visitas de autoridades). No Estabelecimento não há Implementação do Plano Operativo Estadual de Saúde. Existem embargos para as assistências médicas, odontológicas, psiquiátrica e psicológica. Não há também fornecimento de medicamentos de uso contínuo para doenças infectocontagiosas.
Quanto à assistência jurídica, cada policial militar tenta conseguir o seu próprio causídico. Sobre a forma de contato entre o preso e o seu vogal (advogado), não existe livro específico para registro, também não há local (parlatórios) apropriado para os encontros confidenciais.
Não Há telefone público no local. Desta forma, deve-se garantir telefone público na Penitenciária, devidamente monitorados, em que o preso fará ligações somente a cobrar, sendo a renda investida em prol do sistema carcerário.
Na penitenciária não se aplicação o ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO CARCERÁRIO, considerando que se trata de uma medida comparativa de riqueza, alfabetização, educação, esperança de vida, média de vida, bem-estar, longevidade, renda, saúde, trabalho e assistências.
MÉDIA ARITMÉTRICA DO IDH/C:
IDH/C = L + E + R / 3 (leia-se: IDH/C = L + E + R “divido por” 3)
Onde: L = longevidade, E = educação e R = renda
Em todo o sistema prisional devem ser consideradas as seguintes legislações internacionais:
Regras Mínimas para Tratamento dos Presos;
Regras Mínimas da ONU, nº 61;
Princípios Básicos Relativos ao Tratamento de Reclusos, nº 10;
Regras Penitenciárias Europeias para Tratamento do Preso.
MEMÓRIA FOTOGRÁFICA DA VISITA PARA INSPEÇÃO
MEMBROS DA COMISSÃO INSPECIONADORA: BPGD – DUP – GIT – DIREÇÃO DA PENITENCIÁRIA
DESLOCAMENTO DOS POLICIAIS E AGENTES PENITENCIÁRIOS PARA INSPEÇÃO
CHEGADA DOS PMS E AGENTES PENITENCIÁRIOS AS CELASPARA O INÍCIO DAS REVISTAS
PRESOS SEDIRIGENDO AO PÁTIO PARA SEREM REVISTADOS PELOS AGENTES PENITENCIÁRIO
MÓDULO SENDO REVISTADO PELOS AGENTES PENITENCIÁRIOS
CELASCOLETIVAS CAPACIDADE PARA QUATRO PRESOS
MATERIAIS ENCONTRADOS
ROL DOS MATERIAIS LOCALIZADOS E CATALOGADOS POR CELAS
CELA 03
Mini rádio, mini-hifi, PC-908 mais Pen Drive.
CELA 05
R$ 20,00, porta cédula, R$ 100,00, CPF, cartão Bradesco, ibioOdonto (Marlon Gomes Ribeiro).
CELA 06
R$ 200,00, Título de Eleitor, Cartão da CEF, Cartão do BMG, pertencente a (Ronaldo Gomes Ferreira).
CELA 07
Porta-cédula Identidade Funcional, Cartão do BMG, CPF 485.298.344-53, Título de Eleitor pertencente a Luciano Muniz Silva.
CELA 08
R$ 45,00. Um Livro de Segurança em Redes. Um aquecedor Elétrico de água.
MATERIAIS ENCONTRADOS NAS ÁREAS EXTERNAS AS CELAS:
Celular Nokia, carregador universal LCD; carregador com cabo USB com duas saídas; carregador X-CELL mais fone de ouvido; carregador Nokia, uma chave de fenda; duas facas de mesa; dois pen drive e 15 panelas.
Todo o material apreendido foi identificado pelos seus respectivos proprietários e entreguem a direção da Penitenciária para que pudessem ser entregues aos familiares dos presos que fazem parte do módulo COC.
ROL DOS MORADORES DO MÓDULO COC
01 – Albino Manoel dos Santos
02 – Aldo Sergio dos Santos
03 – Bruno Salustiano
04 – Carlos Marlon Gomes Ribeiro
05 – Cesar Chagas de Almeida
06 – Cláudio Magalhães da Silva
07 – Dorgival Silva de Barros
08 – Edilson Gomes de Lira
09 – Edson Vieira dos Santos
10 – Eraldo Tadeu Vieira Santos
11 – Fernando Gomes de Lima Filho
12 – Gilberto Félix dos Santos
13 – Givanildo José da Silva
14 – Jassivan Willames Lima da Silva
15 – João Gabriel Felizardo dos Santos
16 – Jonas Kilderis de Oliveira Lima
17 – José Adenio Ferreira Medeiros
18 – José Américo da Silva
19 – José Cabral do Nascimento
20 – José Olímpio da Silva
21 – José Pedro dos Santos
22 – José Valdir Gomes Ferreira
23 – José Willams Pedro da Silva
24 – Luciano Muniz da Silva
25 – Manoel Bernardo de Lima Filho
26 – Manoel Messias da Silva
27 – Mauricio Gomes da Silva
28 – Petrônio Pacífico de As
29 – Ricardo José de Lima Nogueira
30 – Ronaldo Gomes Ferreira.
Fonte: Alcatraz DUP – SGAP
DAS MEDIDAS PROSPOSTAS
Não vimos, no conclave que tivemos com as autoridades locais, qualquer interesse na apuração dos problemas por nós identificados. Por isso, passo a propor:
1.     Expedição de ofício ao Sr. CEL QOC PM - Corregedor Geral da PMAL, instando para o BPGD normatização para escolta dos policias militares (presos) quando instado pelo Egrégio Poder Judiciário;
2.     Adoções de tantas quantas forem às medidas necessárias por parte das autoridades competente deste Estado Membro Federativo, no sentido de obstaculizar o dramático estado de coisas encontrado na Penitenciária.

Que possamos enxergar, mesmo os que erraram, praticando atos condenáveis, como seres humanos, que por vezes precisam apenas de uma oportunidade para ressocialização, e por outras necessitam separar-se da sociedade em unidades prisionais por mais tempo, mais devem ser tratados como pessoas, para que os "sociáveis" não sejam a eles nivelados na sua conduta.
Que estas pessoas devam ser por nós assistidas com respeito, a elas seja dado o direito a ampla defesa, cumprindo o que nos dispomos quando optamos pela carreira jurídica, não apenas como simples operadores do direito.
Parafraseando Rosany Souza, “E que a lei fria não congele nossas emoções, nem a poeira dos códigos nos escureça os olhos”.
Enfim, vimos, pois, ao menos do pequeno diagnóstico que fizemos que nossos ainda militares estão num local inadequado, tendo em vista o que já fora mencionado, como também pelo que este Oficial Superior ouviu e presenciou por parte de alguns integrantes do SGAP, frases como: “AQUI NÃO É IGUAL LÁ EMBAIXO NÃO!”; “AQUI QUEM MANDA NESTA PORCARIA SOMOS NÓS!”, “AQUI VOÇÊS ESTÃO NA CASA DA GENTE!”, “AQUI QUEM MANDA É A GENTE! VOCÊS QUANDO ESTÃO LÁ FORA BOTAM PRÁ ARROMBAR NA GENTE E A GENTE AQUI AINDA TÁ TRATANDO VOÇÊS BEM”.
Destarte parabenizamos Comandante Geral de nossa Corporação pela sábia iniciativa de nos determinar o acompanhamento desta missão, pois se assim não fizesse, imagino que possivelmente teríamos excessos, mas de forma justa, mesmo com alguns impropérios, não posso deixar de ressaltar o profissionalismo, em sua grande maioria, dos também integrantes SGAP, pois receberam os Oficiais do BPGd com muito respeito e a estes devemos o sucesso do objetivo alcançado.
Maceió – Al, 20 de janeiro de 2012.
Elvandro Omena Moraes – TC QOC PM
Cmt do BPGD

O Secretário "Narciso"

Estive refletindo sobre o episódio envolvendo o Cabo Samuel... Claro que as suas ações são abomináveis, e o que quer que ele venha alegar não justifica. Mas o que também não tem justificação é a forma como o Secretário de Defesa Social Dário, o César, agiu quando tratou de rapidamente denegrir a imagem do Cabo. Um erro não justifica o outro. Ambos erraram.
Amadorismo e sensacionalismo. Isso você não vê em locais como o Distrito Federal. Se um episódio como esse tivesse acontecido em São Paulo ou no Paraná, por exemplo, somente após o acontecido e com todas as informações pertinentes é que alguém em nome da Corporação, e ainda assim de forma imparcial, se pronunciaria a respeito do assunto.
Para que os amigos tenham uma noção dessa situação, basta observar nos telejornais nacionais “quem é que” representa a corporação e “como” se apresenta para o público, bem dizer a imprensa de modo em geral, para tratar de assuntos pontuais, seja de grande ou até mesmo de pequena repercussão. Tais situações, que em outros centros são até motivo de temas jurídicos – ao contrário de Alagoas –, costumam ser profundamente debatidas por pessoas qualificadas. A exemplo do que aconteceu depois na Cracolândia, onde a sociedade, autoridades do meio jurídico e a Polícia Militar de São Paulo se mobilizaram para analisar as questões pertinentes.
Por falar na PMSP, recentemente tive a oportunidade de conhecer o seu Comandante Geral, o Coronel Álvaro Camilo, uma pessoa que demonstrou bastante conhecimento sobre o que acontece com as demais Corporações Policiais Militares. Numa de nossas conversas pude perceber que ele trata apenas de assuntos internos da Corporação, deixando as ações de imprensa com a ASCOM (deles).
Sobre essa situação, conforme me foi confirmado pelo seu assessor, em eventos onde a Polícia Militar de São Paulo precisa se dirigir à imprensa é designado sempre o policial mais capaz, o que necessariamente não quer dizer que deva ser um oficial, pois na maioria dos casos o representante da área ou o que esta em contato direto com a ocorrência pode representar a instituição. A única ressalva que se faz é que o pronunciamento seja técnico e imparcial.
E para confirmar essa filosofia de atuação da polícia coirmã, o Secretário de Segurança de São Paulo nem sequer aparece na TV. “Essa questão de aparecer em mídia, isso é coisa Tiririca”, revelou-me um major da daquela PM.
Mas, voltando à nossa realidade... Bem dizer, “a nossa triste realidade”... A imprensa alagoana é uma das principais responsáveis pela manutenção desta cúpula nefasta responsável pela segurança em nosso Estado. Veja a reportagem no blog do jornalista Bernardino Souto Maior, de 22/02, onde ele enaltece a capacidade do atual secretário (clique aqui). O que revolta é saber que isso tudo é pura bajulação, e essa bajulação é o respaldo que o nosso Secretário Narciso precisa para dar continuidade às suas ações.

Mais uma vítima do mal atendimento do CHPM

Em sua primeira divulgação sobre o que aconteceu hoje cedo no CHPM, quando um sargento procurou assistência e foi maltratado, o Portal Cada Minuto, tratou de informar aos seus leitores que o sargento havia provocado uma confusão. Diante da credibilidade do referido portal qualquer um poderia acreditar que o errado foi o sargento. Porém, entre o título da matéria veiculada (foto ao lado) e o próprio conteúdo da mesma, existia muita diferença, o que caracterizava contradição. Talvez a pressa em querer levar a informação ao conhecimento geral tenha induzido a redação à precipitação, por isso o título foi modificado minutos depois (clique aqui).
Independente de o portal ter agido de forma precipitada ou de forma tendenciosa quando da divulgação da matéria, fato é que mais um militar foi mal atendido pelos médicos da Polícia Militar, algo que nós já denunciamos certas ocasiões. Aliás, chega a ser revoltante a forma como somos tratados no nosso próprio Centro Hospitalar.
Frequentemente somos informados via e-mail, e até mesmo pessoalmente, sobre a forma como os médicos do CHPM tratam a tropa. Muitos militares, em destaque os que não podem contar com um plano de saúde, morrem de medo de adoecer e terem de se socorrem no Hospital da Corporação. É em momentos assim, e dos quais nenhum de nós está livre, que aparece em nossas vidas a importância de um Hospital Militar descente, com profissionais qualificados e dedicados às suas funções.
No entanto, nosso hospital é composto de profissionais que em nada fazem lembrar o juramento que fizeram quando de suas formaturas, ou até mesmo a forma como estes profissionais atuam em suas clínicas particulares. Nosso hospital é composto, em sua maioria, por médicos que não se importam com a saúde dos seus pacientes colegas de corporação, pois os mesmos primam mais pelas benesses que o posto de oficial possa lhes dar, bem como a próxima posição hierárquica, o que se traduzirá em mais recursos salariais para si e suas famílias, ainda que tudo isso seja a preço da difamação e do desprezo da corporação por eles assistida, que propriamente com a saúde da tropa.
Tal sentimento se revela quando nos deparamos com situações cotidianas em nosso hospital, onde não vemos nos nossos médicos aquele desejo inato de proteger e salvar vidas, valores estes que são importantes para quaisquer outros médicos, mas não entre os que estão entre nós, haja vista que suas ações nos deixam à mercê da própria sorte.
O que aconteceu hoje com o Sargento Rogério não foi diferente do que vem acontecendo com dezenas de militares todos os dias, em destaquem para os dias de avaliação pela Junta Médica (quartas e quintas). Quando o nosso companheiro precisou de um atendimento em seu Centro Médico, ante a forma como foi tratado, rotualado como um “macetoso” que queria eximir-se do serviço, ele foi aleijado emocionalmente e diante da sua debilidade foi conduzido como um insano para um Hospital de Loucos.
Todos nós temos medo de precisar dos atendimentos do CHPM, de entregar nossas vidas e cuidados a quem não sabe respeitar a dor alheia, o problema do outro, ainda mais quando somos conhecedores de situações tais quais: “o Dr fulano só aplica soro”, “a Dra fulana vive tratando mal os pacientes”, “o Dr beltrano foi quem deixou aquela professora do HU no estado vegetativo”... Diante disso, lhe asseguro: buscar atendimento no Hospital da Polícia Militar é aventurar-se em território hostil, onde a sua vida corre muito mais risco que enfrentando a criminalidade de todo santo dia.
A confiança em um médico é, claramente, parte da cura para a maioria dos problemas de saúde. Hoje, como bem disse um companheiro em relação ao caso do Sargento Rogério:
“Tenho mais de 25 anos de polícia e nunca presenciei uma situação dessa. Acho que ele [Sargento Rogério] teve alguma coisa parecida como um surto. Foram necessários cinco homens para acalmá-lo”.
“Não ganhamos nem um salário adequado e ser mal recebido pelos colegas de profissão é inaceitável. Espero que essa oficial-médica repense na maneira de atender um paciente. O militar não tem culpa dos problemas que adquiriu no uso das suas funções. As escalas de serviço são abusivas”.

Guarnição da bef

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